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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Viloões em Serenata II

( homenagem à poesia homônima de Odir Milanez da Cunha)

Os violões que se calam pelos dias
e canções as quais se deixam de ouvir
os lampejos de alegria que sorrias
e que hoje ainda podem se sentir

O teu tempo que se ausenta e leva datas
sempre traz em seu lugar boas memórias
mais reais que a realidade que retrata
e compõem um pouco mais da tua história.

Tens violões, tens os cantos, serenatas
a provar tua passagem pela vida
que passaste ao lado de amizades gratas.

Os teus sonhos os evoca a doce lida
de homenagem aos amigos que bem tratas
pois os perdes, mas os ganhas de saída.


À memória de Romualdo "Alcatrão", companheiro de serestas



VIOLÕES EM SERENATA
Odir, de passagem

O tempo se ausentou, levando a data
da minha juventude, quando amava
andar de bar em bar, pisando a prata
que a lua branca pelo chão lançava.

Dos violões a doce musicata
assumia os meus sonhos... e eu cantava!
Oh, saudosa visão! Oh, serenata!
Oh, cantos que cantei quando chorava!

É noite, agora. A lua continua
cedendo as mesmas cores aos passantes
à procura dos bares, pela rua.

Vazios violões! Sons dissonantes!
Serenatas não mais à luz da lua,
o sereno esqueceu de seus amantes!

JPessoa, 16.05.2011



Odir,



de passagem.

terça-feira, 7 de junho de 2011


O ENCONTRO
 Dos mistérios deste mundo nada sei
 das viagens nas galáxias tão distantes 
dos seus ciclos , das estrelas eu errei 
todos cálculos trajetórias e sextantes. 
...
 Eu por certo, nestas rotas, pura errância 
um destino incerto e louco programei 
desejando um qualquer porto ou circunstância 
quem não tem onde chegar o nada é lei 
...
 Mas os ventos me trazendo sua voz 
me chamaram para, em meio à tempestade,
 sussurrarem à minha solidão atroz
...
 que os sonhos são nascentes da verdade
 e o encontro dos sonhares, sua foz
 assim plenos de fugaz eternidade. 
...
 E enquanto não me chegas, eu a sós 
com meus sonhos vou matando tuas saudades!
.
  Eliane Guaraldo, Campo Grande, 5-vi-11

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Imbrications Nocturnes

Visagens
(gentil versão para o francês de Philippe Mafiolli: "Imbrications nocturnes" 

Eliane Guaraldo


 Pareces como a lua:
Em noites alb
as 
Surpreendes quietudes 

Mas alturas que galgas
São só visagens 

Nas paisagens
Tantas similitudes:
em minhas águas
É que flutua.

Tu es comme la lune
Qui éclaire la nuit,
Le soir, haute perchée
Disque blanc dans le ciel allumé
Rond visage
Reflets sur les eaux sages
Miroir sur marécage
Qui flotte, par habitude
… Douceur et plénitude.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Mots Enlacés
(avec Phillipe Maffiolli)
Hoje eu sonhei contigo 
Ce rêve est aussi le mien 
foi um sonho acordada 
Tandis que je te prends la main 
sonhei que tu me abraçavas
Pour te serrer contre moi 
com sentimento tamanho,
Je perçois ton émoi
 que teus braços eram longos,
Quand dans mes mains pas sages
 e no afã de me enlaçar,
Commence le doux voyage 
te misturavas em mim,
Alors que s'unissent nos deux souffles chauds
 e comigo eras um só. 
Dans un regard, sans dire un mot.

Mais do que um sonho sonhado,
 era tão forte e real, 
que era um sonho acordado...


(Paris - Campo Grande, 23-3-11)

segunda-feira, 21 de março de 2011


SONHO ACORDADO 
Eliane Guaraldo
Hoje eu sonhei contigo 
foi um sonho acordada 
sonhei que tu me abraçavas
 com sentimento tamanho,
 que teus braços eram longos,
 e no afã de me enlaçar,
 te misturavas em mim,
 e comigo eras um só. 
.
 Mais do que um sonho sonhado,
 era tão forte e real,
 que era um sonho acordado... 
.
.
Campo Grande, MS, 21-3-11

segunda-feira, 7 de março de 2011

" Voici venir le temps
ou vibrant sur sa tige
chaque fleur s'èvapore
ainsi qu un encenseoir
les sons et les parfums
tournent dal l'air du soir
valse melanconique
et langoureux vertige"

Debussy Cinq poèmes de Charles Baudelaire.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

foto: Jorge Caeiro, paisagem à beira do Lago Azul, Ilha de Açores

Segundo Mundo
14-ii-11
Lá onde está o meu segundo mundo
adormeci ontem envolta em brisas
deste sol de mar com que me avisas
de tua chegada é que eu me inundo!

Banhei-me de sonhos nunca sonhados
pedras, montes, ninhos e tantas cores!
beira d'água, lagoas dos Açores
não só! Sol! Nós juntos e acordados!

Que fazer se tu me pegas de surpresa
num momento de completa singeleza
sentimento há muito tempo aguardado?

A noite sendo o dia, e tanto o brilho
que fiz deste momento o estribilho
das canções que hoje cantas ao meu lado.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Viagem a Longe


VIAGEM A LONGE
Eliane Guaraldo
9-ii-11

uma viagem a tão longe
lá onde estrelas se deitam
enquanto aqui a brilhar

um azul enlaçado de olhares
diamantes a fitar
sentidos e pensamento

é o que sou, onde estás
neste momento fugaz
constelado em sentimento.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Partir ( Fifou-sur-Orge)

Phillipe MAfiolli est auteur de ce poem!

Esta postagem é dedicada ao meu amigo Phillipe, autor deste poema!


Partir

12-février-2010

Comme j’aimerais partir
Sur ces étendues d’eau, sur de fiers navires
Sous mes pieds, sentir le roulis de la mer
Et capturer ses odeurs
Jusqu’à m’en faire frémir.
Que les battements de mon coeur,
Cognent et tappent si fort,
Que mon âme légère
Transforme la galère
En un bleu outremer.

Partir, c’est un peu comme mourir
Alors moi, je veux fuir
Je veux fuir cet hiver
Mais je veux vivre ! Heureux et fier


Visite www. fifou-sur-orge.blogspot.com
Visitez www.fifou-sur-orge.blogspot.com

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

RUÍDO

RUÍDO

Eliane Guaraldo
21-xi-10

O tempo RUI sob os pés
É aLENTO da ilusão
máscara do desterro
com seu FINITO poder.
Pode ser este momento
um fugidio UNIverso
inVERSO da filosofia

p o n t o d e s u b l i m A Ç Ã O

inVERSO da filosofia
um fugidio UNIverso
Pode ser este momento
com seu FINITO poder.
máscara do desterro
É aLENTO da ilusão
O tempo RUI sob os pés

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Vir a madrugar



Vir a madrugar

9-vi-10



Eu sonho e me adianto

dos sonhos que inda vou ter

não os tendo tenho o encanto

da palavra que pra ser


há de ser assim, soletra

sem no entanto concessão

do sentido que impetra

sentimento em profusão


de nuvem a real imagem

Auspício da madrugada:

tu me vens e me entrelaças


Que sejas não paisagem

mas janela escancarada

da vida servida em taças

UM BOLO DIFERENTE


UM BOLO DIFERENTE(aniversário de J Sales)

Eliane Guaraldo
9-VI-7

1
Fiz um bolo diferente,
a modéstia fique ao lado
onde o ingrediente
será logo revelado.
É uma boa iguaria,
duvido que alguém daria
a conta desse recado.

2
Um bolo que é bem bolado
com certeza não enjoa
e sempre outro bocado
nunca é demais, nem à toa
a gente quer sempre mais
nem importa, tanto faz
se engorda, é numa boa.

3
Comecei no melhor estilo
misturando componente
sem essa de tudo a quilo:
a procedência decente!
bom tempero, bem agosto
e um vinho de bom mosto
no cristal mais transparente.

4
Esse bolo de bem feito
composto sem desperdício
entre a massa e o confeito
nem mais nem menos bulício
tudo na melhor medida
quem dera fosse esta vida
feita só do doce vício.

Não desejo no momento
provocar salivação
mesmo porque meu intento
é só comemoração
sou aquele bom mineiro
que não quer ser o primeiro
basta ter o "melhor de bão".

6
Pode se fazer miséria
com este bom prato então
e não liga para pilhéria
quem é de opinião
este bolo há tempo feito
só pode ser mais perfeito
se for comido com a mão.

7
Um bom cenário sugira
pra festa comemorar
ao ar livre é que respira
quem nasceu à beira-mar
com jeito mas muito brio
as taças eu providencio
onde as estrelas brilhar.

8
O paladar é o sentido
de maior valor enfim
o doce que é bem cozido
é bom do começo ao fim
não tem arrepedendimento
pra queijo, pra sentimento
para bolo e pra pudim.

9
E não se esqueça também
daquele café bem no ponto
chegando quente e macio
que o efeito eu nem te conto
falando daquele jeito
coado forte e bem feito
que é de deixar meio tonto.

10
De tudo o que disse acima
tudinho é pura verdade
mas quando é pro bem da rima
com toda sinceridade
eu posso aumentar um pouco
porém nunca fica rouco
o cantor de qualidade.
11
Esta ressalva que faço
e repito: ao bem da rima
um tantinho eu sempre faço
de mimo e de pantomima
mas sobre o homenageado,
que merece, de bom grado
eu juro e carimbo em cima.

12
Eu fiz foi sair do trilho
mas nunca falo bobagem
é o biscoito de polvilho
pra distrair na viagem
eu conto os dias que resta
pra chegar na tua festa
com o bolo na bagagem.

13
Mas nunca podia deixar
de lembrar no calendário
o dia mais que exemplar
que é do seu aniversário
o bolo é de qualidade
carinho e sinceridade
e Jorge o destinatário.


Feliz Aniversário Jorge!!!!!
O foro Patativa do Assaré canta
e comemora!!!!

O BLOG FAVORITO


O BLOG FAVORITO
Eliane Guaraldo
5-9-10

estamos em sintonia
podes falar em mass media
de onde estejas te alcanço

os teus segredos me falas
por públicas entrelinhas
des-conversas, eu diria

de uma concha ao mar nasceste
venusiana pureza
natureza que extasia

na frequencia que inventamos
não existe impedimento
peças, te dou poesia

domingo, 21 de novembro de 2010

Perdão


Perdão
22-xi-10

Perdoa, meu amor, me amares tanto
atando-te aos meus passos sem aviso
desejando ao singular o indiviso
esperando-me passar e eu me adianto

Perdoa, meu amor, se quero tanto
que teus lábios não soletrem o meu nome
que meus sonhos não saciem tua fome
e os desejos restem sós em algum canto

Eu perdôo, meu amor idolatrado
por não estar sempre contigo ou ao teu lado
e te amo! do nascer ao fim do dia

Eu perdôo seres anjo delicado
incapaz de meu amor arrebatado
que confunde inspiração com poesia

Ruído em Espelho

O tempo RUI sob nossos pés
É aLENTO da ilusão
máscara do desterro
em FINITO poder.
Pode ser este momento
um fugidio UNIverso
o inVERSO da filosofia
P O N T O d e s u b l i m A Ç Ã O
o inVERSO da filosofia
um fugidio UNIverso
Pode ser este momento
em FINITO poder.
máscara do desterro
É aLENTO da ilusão
O tempo RUI sob nossos pés

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Albergaria (Em Balanço)


Albergaria (Em Balanço)

Se preciso for poesia
pra merecer teus sonetos
passo a noite em meus versetos
faço dela albergaria

fecho as contas, passo a régua
nunca mais cerro o "poesia"
nesta idiossincrasia
também pra ti não dou trégua

no balanço desse caixa
a paixa, prá lá de ganha
é sempre quem dá as cartas

O amor nunca se rebaixa:
a conta parece estranha
e as dívidas sempre fartas


Com amizade, para Fernando Cunha Lima

A PAIXA DO LIVRO CAIXA




A PAIXA DO LIVRO CAIXA
Fernando Cunha Lima



Olhei o fundo do meu livro caixa,


Somente encontrei restos d’amor,


Um pouco de tristeza e de dor,


Daquela nossa e tão bela paixa.



Fechei e o lacrei com uma faixa,


Pra que nunca me cause dissabor,


Na faixa preta demonstrei na cor,


Esse meu luto de cabeça baixa.



Para surpresa minha outro dia,


Abri o livro caixa – qu’alegria!


Entre suas páginas, um respaldo.



Na linha dos créditos encontrei,


E de relance eu detectei


Que nosso amor tinha deixado saldo.


-----------

O tamanho deste saldo, Só tive com o respaldo, De Eliane Guaraldo.
Beijos Nando. 15-11-10.

Monda (em balanço)


Monda (em balanço)

De teimosa eu volto ás contas
e, diante o calendário
vi que fez aniversário
o dia de tuas mondas.

Todas videiras cresceram
uvas mais uvas perdidas
frutos para muitas vidas
em ramas que ao peso penderam.

A que vinhas eu pergunto
se passou muito sem lavra
e a safra foi embora

Das contas que agora junto
grãos de uva eram palavra
e o vinho poesia que aflora!

BALANÇO DE AMOR


BALANÇO DE AMOR
Odir, de passagem
(Por conta das contas da poeta Eliane Guaraldo)

Eu fiz um balanço inédito
no quanto amei. O inventário
compus com tanto descrédito
que me senti um otário!

Levantei todo o meu crédito
nas colunas do Diário,
no Caixa colhi o débito
dos beijos por crediário.

No passivo do pecado
me perdi. Fui condenado.
Da Justiça li o édito.

Mas tendo o ativo aprovado,
pelo tanto que hei amado,
quanto ao amor tive rédito!

JPessoa, 11.11.10