INCONSTÂNCIA
Eliane Guaraldo
Edimo Ginot
O vento quebrará os galhos
E a bruma virá em vestes brancas
Cobrir os telhados em pleno verão.
E tudo aquilo que pensavas saber
Verás resistir em tua mente
Mas em pó ruir-se à tua frente
O mundo íntegro dos antes-passados
Hoje é coleção de fragmentos
Nas janelas estilhaçadas e desnudas,
Sem mais função.
Não restará em pé
Sequer uma convicção:
Alguma estação (constância?)
Neste mundo inconstante.
