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terça-feira, 17 de julho de 2012

Hommenagem ao Chão


Homenagem ao Chão 
23-vi-12 
 

Desta vida que lhe dá todo sentido 
Deste chão entremeado de raízes 
Destes dias, peneirados mil matizes 
Vejo um tempo que vai longe, um tempo ido. 

Das pegadas feitas nas longas estradas 
De estadas espirais e repetidas 
Do que não se mede ou conta em u'a só vida 
Foram tantas investidas incontadas... 

O que tenho de tão meu, e que é de ti 
Eu entrego de uma vez, mais outra vez 
Em semente, neste solo agora e aqui. 

Malgrado a noite, enfim o dia se refez 
O que estava em mim: viver. Reconheci. 
Permanece sempre eterna a sua tez.