Homenagem ao Chão
23-vi-12
Desta vida que lhe dá todo sentido
Deste chão entremeado de raízes
Destes dias, peneirados mil matizes
Vejo um tempo que vai longe, um tempo ido.
Das pegadas feitas nas longas estradas
De estadas espirais e repetidas
Do que não se mede ou conta em u'a só vida
Foram tantas investidas incontadas...
O que tenho de tão meu, e que é de ti
Eu entrego de uma vez, mais outra vez
Em semente, neste solo agora e aqui.
Malgrado a noite, enfim o dia se refez
O que estava em mim: viver. Reconheci.
Permanece sempre eterna a sua tez.
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