24-ii-07
Muitas estradas passam sob os meus pés
as vezes que as miro, e as vezes percebo
as vezes as tenho e as vezes repenso:
quanto o nada me vê.
Do vermelho de terra que preenche meus poros
e que deixo que corra nas veias, no sangue
penetram silêncios, se escrevem nos ventos
quando o nada me tem.
De mãos vazias, caminhos conduzo
que levam segredos pra dia oportuno
entregar ao universo desayuno de estrelas:
quanto nada eu tenho.