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terça-feira, 16 de novembro de 2010

BALANÇO DE AMOR


BALANÇO DE AMOR
Odir, de passagem
(Por conta das contas da poeta Eliane Guaraldo)

Eu fiz um balanço inédito
no quanto amei. O inventário
compus com tanto descrédito
que me senti um otário!

Levantei todo o meu crédito
nas colunas do Diário,
no Caixa colhi o débito
dos beijos por crediário.

No passivo do pecado
me perdi. Fui condenado.
Da Justiça li o édito.

Mas tendo o ativo aprovado,
pelo tanto que hei amado,
quanto ao amor tive rédito!

JPessoa, 11.11.10