Eliane Guaraldo
(Mote : Rogerinho Borges, a partir de poema de Jorge Sales,
"O sonho é a lembrança do que não aconteceu")-ix-07
Carinhosa a palavra e o sentimento
que envolvem-nos e trazem tal beleza
atraindo com sua força e sutileza
nos lançando com bravura e com alento.
Quando o dia a dia as tintas do vivido
que a noite nos transporte em sonho lindo
pois o sonho é a lembrança que vem vindo
do evento ainda nem acontecido.
Eis a mágica da estrada, eis, leveza!
sem promessas, prosseguir com confiança
estar só e simplesmente renascido.
Se viver pode ser como ter certeza
de aprender de tudo, até da nossa errância
Eis a mágica da vida, o seu sentido.
Espaço de Poesia,Arte e comunicação. A participação e a interação de leitores e colaboradores, enriquecendo temas e conteúdos, instigando reflexão, é desejável e estimulada. Eliane Guaraldo
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
domingo, 7 de outubro de 2007
Urbana Essência
Eliane Guaraldo
7-X-7
Tipuana acorda
na selva que morre
todos os dias
Poliana da cidade
a iluminar esperanças
mesmo inúteis
Urbana essência
da cidade ácido mina
nas sementes
Insana des-razão
para essa rez
em eterno gerúndio.
Em gana vazia
tempo nunca concluso
mote da cidade.
7-X-7
Tipuana acorda
na selva que morre
todos os dias
Poliana da cidade
a iluminar esperanças
mesmo inúteis
Urbana essência
da cidade ácido mina
nas sementes
Insana des-razão
para essa rez
em eterno gerúndio.
Em gana vazia
tempo nunca concluso
mote da cidade.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Auto-Recado
Eliane Guaraldo
21-ix-07
Tenho dois tempos
e nenhum lugar para histórias
mas memória para querer o esquecimento.
O peito do poeta é isento
prefere a solidão libertária
aos arranjos banais.
O peito do poeta
é o ungüento do mortal
e o próprio sepulcro.
Tenho este lenço de seda para dar-te
sem lágrimas. Sem perfume.
Nem senso de eternidade.
E ademais, no sonho guardado
"dentro do peito aguardado"
um abrigo de quimera.
21-ix-07
Tenho dois tempos
e nenhum lugar para histórias
mas memória para querer o esquecimento.
O peito do poeta é isento
prefere a solidão libertária
aos arranjos banais.
O peito do poeta
é o ungüento do mortal
e o próprio sepulcro.
Tenho este lenço de seda para dar-te
sem lágrimas. Sem perfume.
Nem senso de eternidade.
E ademais, no sonho guardado
"dentro do peito aguardado"
um abrigo de quimera.
Dejà Vu
12-8-7
Enfim, cá estou eu
a fechar os olhos
sem querer ver
mais um crepúsculo
vestes em bronze diáfana carne
Sem poder tocar o coração
eu, que com palavras
alcanço infinitos.
Nem posso te emprestar meus olhos
nem sofrer os teus tormentos
apenas olhar-te de longe
eu que planto jardins todos os dias
e falo de árvores e raízes
não posso fazer brotar teu sorriso.
Assisto a esse filme PB
reprise, só tu não viste
cheio de clichês
mas como não entendes de cinema...
Viver esse filme
dormir esse filme
assistir-te simplesmente
Amar um pouco mais.
Na tua frente happy end
Minha porta não tem trancas
mas o teu coração
que me esfacela .
Em cada vão momento ( glosa do Soneto da Fidelidade)
Eliane Guaraldo
01-10-07
Quando a noite se encerrar sem tua presença
Mas o dia te trouxer num qualquer vento
Quero vivê-lo em cada vão momento
e em serena plenitude a tua pertença.
Se esse toque vem e flagra desatento
Na canção que não se escreve todo dia
(Porque é gesto, é expressão e fantasia)
Quero vivê-lo, em cada vão momento.
Este amor, que com todo seu com seu encanto
Faz o rude se tornar em sentimento
E o inverno transformar-se em primavera
Que ele seja para sempre o teu alento
Sendo breve ou sendo longa a sua espera
E em seu louvor hei de espalhar meu canto.
Matriz inspiradora:
SONETO DA FIDELIDADE
Vinícius de Moraes
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me preocupe
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive)
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
01-10-07
Quando a noite se encerrar sem tua presença
Mas o dia te trouxer num qualquer vento
Quero vivê-lo em cada vão momento
e em serena plenitude a tua pertença.
Se esse toque vem e flagra desatento
Na canção que não se escreve todo dia
(Porque é gesto, é expressão e fantasia)
Quero vivê-lo, em cada vão momento.
Este amor, que com todo seu com seu encanto
Faz o rude se tornar em sentimento
E o inverno transformar-se em primavera
Que ele seja para sempre o teu alento
Sendo breve ou sendo longa a sua espera
E em seu louvor hei de espalhar meu canto.
Matriz inspiradora:
SONETO DA FIDELIDADE
Vinícius de Moraes
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me preocupe
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive)
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
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