Eliane Guaraldo
21-ix-07
Tenho dois tempos
e nenhum lugar para histórias
mas memória para querer o esquecimento.
O peito do poeta é isento
prefere a solidão libertária
aos arranjos banais.
O peito do poeta
é o ungüento do mortal
e o próprio sepulcro.
Tenho este lenço de seda para dar-te
sem lágrimas. Sem perfume.
Nem senso de eternidade.
E ademais, no sonho guardado
"dentro do peito aguardado"
um abrigo de quimera.
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