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domingo, 5 de agosto de 2012

Intimidade


Intimidade
4-viii-12

Não se sabe do silencio, se perdura
nem da noite quando vem com u'a lembrança
os segredos mais recônditos, alcança
e os toca feito manto de ternura.

Eu procuro ficar quieta n'algum canto
mas não há cantos neste mundo tão redondo
então, dentro de mim mesma, eu me escondo
para provar dessa paz e desse encanto.

Eu me acho, te achando em cada gesto
eu te lembro em tua presença tão faceira
por imagens que em palavras manifesto.

Cada vez em que te penso é a primeira
Vê! o tempo de não tempos está infesto!
e repete cem mil vezes a história inteira.