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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

LEVEZA

Eliane Guaraldo
26-x-10


O tempo escorre
pelos vãos dos dedos
sem existir consome
sem matar a fome

(ou sanar os medos)

Se a poesia me percorre
intensa, como o desejo
é que encontrou um lugar

não temo divagar
a emoção é fugaz
mas a palavra inventa


Atenta
consumo a essência do ensejo
desafio gravidades;
São sutis estas verdades
que vêm do eterno e vivaz.

Então
comemoro a leveza.

Ciclo

Eliane Guaraldo
11-ix-10

Como entendo só agora, tanta serenidade!
como agora me é possivel te alcançar
tu esperas passar toda a vanidade
e só com o melhor do amor ficar!

assisto a esse desfilar de veleidades
tão sujeitas, a fragilidades tais
que mal resistem às toscas tempestades
que dirá aos grandes ventos estivais?

não me importa, mais o que está por vir
já que segue a mesma circularidade
e o que conta é só o que está bem dentro aqui

as transformações maiores estão sendo
simplesmente sem perguntas e sem tempo
são a nossa essência nos acontecendo

Desejo


11-x-10

Eu sei que te buscaria

onde e quando estiveres 
embora longínquo, presente

meu desejo não se cansa
quando se cansa o corpo
e suas sutis vanidades

assim nesta busca de fé
prossigo sempre de pé
esperando se estiveres