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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

LEVEZA

Eliane Guaraldo
26-x-10


O tempo escorre
pelos vãos dos dedos
sem existir consome
sem matar a fome

(ou sanar os medos)

Se a poesia me percorre
intensa, como o desejo
é que encontrou um lugar

não temo divagar
a emoção é fugaz
mas a palavra inventa


Atenta
consumo a essência do ensejo
desafio gravidades;
São sutis estas verdades
que vêm do eterno e vivaz.

Então
comemoro a leveza.

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