
De ocaso em ocaso
nasce outro -mais um - dia
recomeçando uma história
em ducentésima versão.
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O sol deseja mostrar-se
rei dadivoso
banhar de luz, magnânimo
as nossas singelas vidas.
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Mas os edifícios são altos
e as suas sombras longas
mascaram de sépia
nossa maior parte.
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A vontade do brilho
esmaece
sob os (e)feitos magnânimos
dos artefatos humanos.
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Mais outro ocaso
Mais outro ocaso
- caso sério:
A poesia que queria
mas não veio pra germinar.
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Quer-se talvez esparsa
Quer-se talvez esparsa
quer-se volátil
presa fácil
dos labirintos da memória.
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Quer-se leve
e de tão breve
deixe, como o sol,
.
o voltar pra depois