Poeta e Poesia
14-XI-11
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Fiz do peito minha mão ser a escrava
E escrevi p'ra meu amor enternecer
não soubera, entretanto, tanto ser
quanto aquilo que criei e me fitava.
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Por me ver só e assim desencantado,
reconhecendo o valor da minha lavra
de escriba fez-me artista da palavra.
O meu verso - que criei- me há criado.
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Inventei-o p'ra falar de meu amor
E com esta aura então se emancipou
E meus sonhos foi viver do outro lado
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Inventou-me seu poeta e criador
mas, liberto, ele ao mundo se lançou
e eu poeta hoje passeio no passado.
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