( homenagem à poesia homônima de Odir Milanez da Cunha)
Os violões que se calam pelos dias
e canções as quais se deixam de ouvir
os lampejos de alegria que sorrias
e que hoje ainda podem se sentir
O teu tempo que se ausenta e leva datas
sempre traz em seu lugar boas memórias
mais reais que a realidade que retrata
e compõem um pouco mais da tua história.
Tens violões, tens os cantos, serenatas
a provar tua passagem pela vida
que passaste ao lado de amizades gratas.
Os teus sonhos os evoca a doce lida
de homenagem aos amigos que bem tratas
pois os perdes, mas os ganhas de saída.
À memória de Romualdo "Alcatrão", companheiro de serestas
VIOLÕES EM SERENATA
Odir, de passagem
O tempo se ausentou, levando a data
da minha juventude, quando amava
andar de bar em bar, pisando a prata
que a lua branca pelo chão lançava.
Dos violões a doce musicata
assumia os meus sonhos... e eu cantava!
Oh, saudosa visão! Oh, serenata!
Oh, cantos que cantei quando chorava!
É noite, agora. A lua continua
cedendo as mesmas cores aos passantes
à procura dos bares, pela rua.
Vazios violões! Sons dissonantes!
Serenatas não mais à luz da lua,
o sereno esqueceu de seus amantes!
JPessoa, 16.05.2011
Odir,
de passagem.
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