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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Albergaria (Em Balanço)


Albergaria (Em Balanço)

Se preciso for poesia
pra merecer teus sonetos
passo a noite em meus versetos
faço dela albergaria

fecho as contas, passo a régua
nunca mais cerro o "poesia"
nesta idiossincrasia
também pra ti não dou trégua

no balanço desse caixa
a paixa, prá lá de ganha
é sempre quem dá as cartas

O amor nunca se rebaixa:
a conta parece estranha
e as dívidas sempre fartas


Com amizade, para Fernando Cunha Lima

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