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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Vir a madrugar



Vir a madrugar

9-vi-10



Eu sonho e me adianto

dos sonhos que inda vou ter

não os tendo tenho o encanto

da palavra que pra ser


há de ser assim, soletra

sem no entanto concessão

do sentido que impetra

sentimento em profusão


de nuvem a real imagem

Auspício da madrugada:

tu me vens e me entrelaças


Que sejas não paisagem

mas janela escancarada

da vida servida em taças

Um comentário:

Delafonte disse...

Da vida servida em taças por uma janela é muita viajem mesmo. Cara! Como é que muita gente não gosta dessas coisas. Sou um ignorante que pára na calçada engravatado e olha pro violino nas mãos do músico que pede moedas.