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domingo, 5 de julho de 2015

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Reflexão
2.7.15

A poesia nos resgata da tristeza
A poesia é a beleza
Travestida em palavras...
Da poesia que lavras da essência
Minha consciência
quer estar plena.
E e assim, só assim
Que a alma se asserena.



sábado, 27 de junho de 2015

Cordel do Renascimento

Após invernos rigorosos e paralisantes, reinicio minha vida poética por sugestão e estímulo de meu querido amigo Paulo Robson, que tive a sorte e o prazer de conhecer após anos, apenas rastreando-o por poemas em filipetas ou comentários de colegas...

"Me voici" !!!!

Cordel do Renascimento
26-6 a 4-7-2015

Hoje inicio outro ano
porém só que desta vez
um pouco menos insano
um pouco mais "minha vez"
Eu quero voltar à poesia
tantos anos companhia
muitos mais na tua ausência
eu e minha consciência
nós quatro, que desencontro!
desde 08 que não conto!

Hoje eu quero a poesia
que no coração morada
faz, meio assim, todo dia
toda noite e madrugada
desde que nos conhecemos
todo dia, mais nem menos
tu me alegras com teu jeito
de menina natureza
com tamanha singeleza
que me toca aqui no peito.
(26/06/15)

Hoje outro ano começa
ano de renascimento
ano de esquecer a pressa
ano de encantamento;
de viver dia por dia
e de escolher a alegria
como um caminho na vida
Eu quero só ter certeza:
quem comigo senta à mesa
tem amizade e acolhida
(27/06/2015)

Hoje no aqui e agora
se inicia uma jornada
que sai de dentro pra fora
aqui no Palavreada
é do mais íntimo tom
pudesse eu ter o dom
de te encontrar onde estás
no mundo onde poesias
e tanto escreves e crias
e te entregar esta mais.
(28/06/2015)

Nos dias que vão e vêm
desta nossa tanta vida
aqueles que dela têm
são uma equipe escolhida
não é fácil a alegria
manter sempre e todo dia
e com espírito aberto
poder encontrar em tudo
certeza de conteúdo
e um coração desperto.
(29/06/2015)

Hoje, e agora eu quero
pensar que daqui pra frente
em tudo aquilo que espero
e que faço consciente
haja amor e sentimento
haja paz, contentamento,
a força e a lealdade,
clareza, obstinação:
essa é a minha opinião
com toda sinceridade.
(30/06/2015)

Hoje o agora é mais lindo
tudo parece melhor
pessoas passam sorrindo
alegria ao meu redor
Há jeito pra quase tudo
há tempo pra ficar mudo
como há tempo pra falar
quando a idéia nasce, brota
na estrofe a sua rota
acha logo o seu lugar.
(03/07/2015)

Hoje a vida se refaz
desde sempre, a cada dia
com o seu jeito audaz
nos provoca e desafia
sermos cada vez melhores
pormos cada vez mais cores
na palheta que usamos
pra pintar o dia-a-dia
As nuances que inventamos
temperamos com harmonia.

Agora é o momento eterno
do tempo que nunca finda
é verão e é inverno
e a primavera mais linda
Agora: o que está por perto
é pau e pedra decerto
mas nunca o fim do caminho!
O caminho é uma espiral
e andamos devagarinho
sempre subindo, afinal!
(04/07/2015)





















sexta-feira, 26 de junho de 2015

Átimo do Encanto
musicado por Jorge Sales

Na aurora havia, sim, canto de pássaro

Na palavra, era o tempo amalgamado
No calor do corpo, anseio emanado
No olhar havia brilho de encontro

Mãos meninas primas veras invertidos

No encontro algum mistério a decifrar
E o re-quadro de uma espera exemplar.
Desatenta e n'algum mapa roteado?

Ubliviat, memória há guardado

Nada dado, mas tomado ao tempo há anos
Labirintos, o jardim de tanto encanto.

E floresce! talvez cedo ou atrasado

salvo enganos, por havidos já "lontanos"
livre em si, mas bem mais claro e sem mais mantos.

Link:
 http://www.vagalume.com.br/jorge-sales/atimo-do-encanto.html#ixzz3eBFWT5np

domingo, 10 de março de 2013




O Som das Flores
10-3-13



.
Aqui foi que escutei crescerem as flores
não de cera, não somenos: vigorosas
delicadas, e ao tempo magestosas
mesmo em meio ao ruído dos motores
.
Seu crescer de harmonias sibiladas
só audível aos ouvidos mais atentos
se mesclava com a voz da voz dos ventos
se mostrava, se ocultando nas floradas.
.
Ele viu vir passear nossa alegria
perfumava nossas mãos entrelaçadas
porem, casto, de estações não entendia.
.
Veio o outono e o que é de flor an-estesia 
das canções, na quietez das alvoradas
nada, quase,  nos deixou: a mão vazia. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012



Mergulho
5-viii-12 

Se eu pedir que tu mergulhes em teu sonho?
E disser que os sonhos sempre são um sinal?
E que lá, de fato, é o mundo real?
Mesmo te pareça estranho ou bisonho?

E se os olhos estão turvos no areal
Tantas coisas e afazeres deste plano
Turbilhão de imagens, sons e tanto engano,
Confundindo e não guiando, afinal?

A este mundo onde não existe final
Que viajes cem mil vezes em um ano
E te integres corpo, alma e algo mais

Que te alcances na energia divinal
e me encontres no exato meridiano
dos amores verdadeiros e imortais.

domingo, 5 de agosto de 2012

Intimidade


Intimidade
4-viii-12

Não se sabe do silencio, se perdura
nem da noite quando vem com u'a lembrança
os segredos mais recônditos, alcança
e os toca feito manto de ternura.

Eu procuro ficar quieta n'algum canto
mas não há cantos neste mundo tão redondo
então, dentro de mim mesma, eu me escondo
para provar dessa paz e desse encanto.

Eu me acho, te achando em cada gesto
eu te lembro em tua presença tão faceira
por imagens que em palavras manifesto.

Cada vez em que te penso é a primeira
Vê! o tempo de não tempos está infesto!
e repete cem mil vezes a história inteira.

quinta-feira, 26 de julho de 2012


Sonho Acordado 

26-7-12 


no instante mais fecundo do silêncio
os vazios se preenchem de sentido

o que fala e flui é energia pura
e a magia está no encontro de essências

este halo que eu toco e que me toca
nos desenha este momento sem fronteira
de beleza e de profunda singeleza

radiante tu me intuis de uma paz
que os teus olhos reverberam ad infinitum
e na face transbordando em luz orbitam

a mensagem que entregas, meio e fim
atravessa noite afora sentimentos
que eu chamo de eternidade instante.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Hommenagem ao Chão


Homenagem ao Chão 
23-vi-12 
 

Desta vida que lhe dá todo sentido 
Deste chão entremeado de raízes 
Destes dias, peneirados mil matizes 
Vejo um tempo que vai longe, um tempo ido. 

Das pegadas feitas nas longas estradas 
De estadas espirais e repetidas 
Do que não se mede ou conta em u'a só vida 
Foram tantas investidas incontadas... 

O que tenho de tão meu, e que é de ti 
Eu entrego de uma vez, mais outra vez 
Em semente, neste solo agora e aqui. 

Malgrado a noite, enfim o dia se refez 
O que estava em mim: viver. Reconheci. 
Permanece sempre eterna a sua tez.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011



Procura
.
em tua procura
minha espera se acha
mas então
já não te encontras
Eliane Guaraldo
CGrande/MS 5-11-11
.
Cherche
dans ta cherche 
mon attente se trouve 
mais alors 
tu n'es pas là . 
 
 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

                              INCONSTÂNCIA
                              Eliane Guaraldo
                                        Edimo Ginot

                              O vento quebrará os galhos
                              E a bruma virá em vestes brancas
                              Cobrir os telhados em pleno verão.
                            
                              E tudo aquilo que pensavas saber
                              Verás resistir em tua mente
                              Mas em pó ruir-se à tua frente
                              
                              O mundo íntegro dos antes-passados
                              Hoje é coleção de fragmentos
                              Nas janelas estilhaçadas e desnudas,
                              Sem mais função.
                            
                              Não restará em pé
                              Sequer uma convicção:
                              Alguma estação (constância?)
                              Neste mundo inconstante.
 
 
                              

terça-feira, 15 de novembro de 2011

As Árvores do Meu Lugar
Tabebuia ochracea, ipê do cerrado 

As árvores do meu lugar adormecem 
como antigos sentimentos


Em fustes eternos  
de sol fustigados
que o vento corteja 

Em seivas ocultas
de intenso vigor
que a um toque macio
jorram de vidas

Em pés que vão longe
umidades profundas 
se firmam raízes.

Ao halo da chuva
viril, fecundante  
A rebrotação

Em cores vibrantes
mil flores se entregam
marcando a estação..


Des racines,

Qui courent dans le sol,
Et des branches 
Hautes dans le ciel,
L'eau, la terre et l'air
La fraîcheur, la lumière
La chaleur du soleil.
Le vent chaud du Brésil
Qui berce leurs feuilles
Et caresse les troncs
De ces fût éternels

( Philippe Mafiolli)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

POETA E POESIA


Poeta e Poesia 
14-XI-11 
.
Fiz do peito minha mão ser a escrava 
E escrevi p'ra meu amor enternecer 
não soubera, entretanto, tanto ser 
quanto aquilo que criei e me fitava. 
.
Por me ver só e assim desencantado, 
reconhecendo o valor da minha lavra 
de escriba fez-me artista da palavra. 
O meu verso - que criei- me há criado. 
.
Inventei-o p'ra falar de meu amor 
E com esta aura então se emancipou 
E meus sonhos foi viver do outro lado 
.
Inventou-me seu poeta e criador 
mas, liberto, ele ao mundo se lançou 
e eu poeta hoje passeio no passado.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O Passeio do Anjo

Passeio do anjo

Além de incensos e flores
um anjo que passeava
pelos sonhos costumava
espiar frestas e amores

Fazia versos da prosa
tecendo em sua trama
primoroso diagrama
de usinagem valiosa

pendurado à clarabóia
dos sonhos, ele jogava
esses versos, como chuva

peças de bordado ou jóia
que a nudez do amor trajava
vestindo feito uma luva.

sábado, 9 de julho de 2011

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Consciência


17-7-05



Carrego o peso da minha consciência

Sempre tão pronta a carregar o mundo

Dos meus enganos peço paciência

Até que eu saia desse poço fundo



Vivo do escuro, medo e desatino

na ânsia de enxergar pelo olho alheio

e nele vislumbrar algum sentido

da lógica por detrás do devaneio.



Resta muda, no âmago, a essência

clamando consciência, a razão pulsante

esmagada pela douta e vil ciência,

ou pela mediocridade triunfante.



Vença esta insanidade que persiste!

Pois é na inconsciência crescente

que o mundo segue a sua marcha triste:

ignaro, sem sentido consistente



domingo, 3 de julho de 2011

[size=20][color=darkred][b][i]Esse est percipi[/i] 16-ix-10


Abra os olhos - aí está
não há o quarto escuro

As palavras não vieram pelas frestas
só há o que voce enxerga.

não está escuro
nem mesmo há contenção.

Realidade é invenção.
e é só isso mesmo que existe.

Inventemos ser simplesmente.

De repente
Entre mente
a coisa criada
persiste.[/size]
[/color][/b]

Mots Entrelacés

[size=20]

Mots Enlacés/Palavras enlaçadas

Hoje eu sonhei contigo
Ce rêve est aussi le mien
foi um sonho acordada
Tandis que je te prends la main
sonhei que tu me abraçavas
Pour te serrer contre moi
com sentimento tamanho,
Je perçois ton émoi
que teus braços eram longos,
Quand dans mes mains pas sages
 e no afã de me enlaçar,
Commence le doux voyage
te misturavas em mim,
Alors que s'unissent nos deux souffles chauds
 e comigo eras um só.
Dans un regard, sans dire un mot.

Mais do que um sonho sonhado,
era tão forte e real,
que era um sonho acordado...


(Phillipe Maffiolli, Paris - Campo Grande, Eliane Guaraldo
23-3-11

Attente II

[size=22][color=darkblue]



Attente
Phillipe Maffiolli
Eliane Guaraldo
14-fev-11

L'air du large fait frémir tes cheveux
Le soleil pourpre embrase le ciel d'azur
Sur l'horizon, là bas se portent tes yeux
Tu attends

Derrière ta mèche folle
Tu regardes frémissante
Le ciel où les étoiles naissantes,
S'accrochent peu à peu
Tu attends.

Tes mèches souples et ondulantes
S'agitent au vent qui les fait vivre
Tu es la femme, tu es l'amante
Qui attends le jour,
Qui t'apportera enfin ce présent
Qui te ramènera ton amant
Mais tu es là sur ce banc et t'attends.

Les ombres s'étirent
Et rejoignent la nuit
Tu es là et tu attends
Les cheveux agités par le vent
Toute cette nuit durant
Tu attends

Enfin le jour et ses première lueures
Mais pour ton plus grand malheur
Toujours tu attends,
L'esprit ailleurs
Vers un monde meilleurs
Qui te conduira, ce soir sur ton banc
Ausoleil couchant[/color][/size]

A Dança do Sexo

[color=red] [size=22]A Dança do Sexo
abril 2011


Sonhar... e sonhar, o quanto se pode
sonhar com amor e amar este sonho
O mundo que acabe, se o resto bisonho
do mundo não cabe no amor que explode.

Amar... e amar o quanto se alcance
da alma o sentido, do corpo o limite
a entrega se viva, deseje e incite
a dança do sexo se cante, se dance

confunda-se ao dia, à noite serena
inflame o que possa, do mundo ao redor
refaça, maior, toda alma pequena

floresça em prazer, e seu mágico olor,
recrie-se nova, real e mais plena -
e conte de novo, uma história de amor. [/color] [/size]