Espaço de Poesia,Arte e comunicação. A participação e a interação de leitores e colaboradores, enriquecendo temas e conteúdos, instigando reflexão, é desejável e estimulada. Eliane Guaraldo
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Vir a madrugar
- Vir a madrugar
- 9-vi-10
- Eu sonho e me adianto
- dos sonhos que inda vou ter
- não os tendo tenho o encanto
- da palavra que pra ser
- há de ser assim, soletra
- sem no entanto concessão
- do sentido que impetra
- sentimento em profusão
- de nuvem a real imagem
- Auspício da madrugada:
- tu me vens e me entrelaças
- Que sejas não paisagem
- mas janela escancarada
- da vida servida em taças
UM BOLO DIFERENTE
Eliane Guaraldo
9-VI-7
1
Fiz um bolo diferente,
a modéstia fique ao lado
onde o ingrediente
será logo revelado.
É uma boa iguaria,
duvido que alguém daria
a conta desse recado.
2
Um bolo que é bem bolado
com certeza não enjoa
e sempre outro bocado
nunca é demais, nem à toa
a gente quer sempre mais
nem importa, tanto faz
se engorda, é numa boa.
3
Comecei no melhor estilo
misturando componente
sem essa de tudo a quilo:
a procedência decente!
bom tempero, bem agosto
e um vinho de bom mosto
no cristal mais transparente.
4
Esse bolo de bem feito
composto sem desperdício
entre a massa e o confeito
nem mais nem menos bulício
tudo na melhor medida
quem dera fosse esta vida
feita só do doce vício.
Não desejo no momento
provocar salivação
mesmo porque meu intento
é só comemoração
sou aquele bom mineiro
que não quer ser o primeiro
basta ter o "melhor de bão".
6
Pode se fazer miséria
com este bom prato então
e não liga para pilhéria
quem é de opinião
este bolo há tempo feito
só pode ser mais perfeito
se for comido com a mão.
7
Um bom cenário sugira
pra festa comemorar
ao ar livre é que respira
quem nasceu à beira-mar
com jeito mas muito brio
as taças eu providencio
onde as estrelas brilhar.
8
O paladar é o sentido
de maior valor enfim
o doce que é bem cozido
é bom do começo ao fim
não tem arrepedendimento
pra queijo, pra sentimento
para bolo e pra pudim.
9
E não se esqueça também
daquele café bem no ponto
chegando quente e macio
que o efeito eu nem te conto
falando daquele jeito
coado forte e bem feito
que é de deixar meio tonto.
10
De tudo o que disse acima
tudinho é pura verdade
mas quando é pro bem da rima
com toda sinceridade
eu posso aumentar um pouco
porém nunca fica rouco
o cantor de qualidade.
11
Esta ressalva que faço
e repito: ao bem da rima
um tantinho eu sempre faço
de mimo e de pantomima
mas sobre o homenageado,
que merece, de bom grado
eu juro e carimbo em cima.
12
Eu fiz foi sair do trilho
mas nunca falo bobagem
é o biscoito de polvilho
pra distrair na viagem
eu conto os dias que resta
pra chegar na tua festa
com o bolo na bagagem.
13
Mas nunca podia deixar
de lembrar no calendário
o dia mais que exemplar
que é do seu aniversário
o bolo é de qualidade
carinho e sinceridade
e Jorge o destinatário.
Feliz Aniversário Jorge!!!!!
O foro Patativa do Assaré canta
e comemora!!!!
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Jorge Sales,
Um Bolo Diferente
O BLOG FAVORITO
Eliane Guaraldo
5-9-10
estamos em sintonia
podes falar em mass media
de onde estejas te alcanço
os teus segredos me falas
por públicas entrelinhas
des-conversas, eu diria
de uma concha ao mar nasceste
venusiana pureza
natureza que extasia
na frequencia que inventamos
não existe impedimento
peças, te dou poesia
domingo, 21 de novembro de 2010
Perdão
- Perdão
22-xi-10
Perdoa, meu amor, me amares tanto
atando-te aos meus passos sem aviso
desejando ao singular o indiviso
esperando-me passar e eu me adianto
Perdoa, meu amor, se quero tanto
que teus lábios não soletrem o meu nome
que meus sonhos não saciem tua fome
e os desejos restem sós em algum canto
Eu perdôo, meu amor idolatrado
por não estar sempre contigo ou ao teu lado
e te amo! do nascer ao fim do dia
Eu perdôo seres anjo delicado
incapaz de meu amor arrebatado
que confunde inspiração com poesia
Ruído em Espelho
O tempo RUI sob nossos pés
É aLENTO da ilusão
máscara do desterro
em FINITO poder.
Pode ser este momento
um fugidio UNIverso
o inVERSO da filosofia
P O N T O d e s u b l i m A Ç Ã O
o inVERSO da filosofia
um fugidio UNIverso
Pode ser este momento
em FINITO poder.
máscara do desterro
É aLENTO da ilusão
O tempo RUI sob nossos pés
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Albergaria (Em Balanço)
Se preciso for poesia
pra merecer teus sonetos
passo a noite em meus versetos
faço dela albergaria
fecho as contas, passo a régua
nunca mais cerro o "poesia"
nesta idiossincrasia
também pra ti não dou trégua
no balanço desse caixa
a paixa, prá lá de ganha
é sempre quem dá as cartas
O amor nunca se rebaixa:
a conta parece estranha
e as dívidas sempre fartas
Com amizade, para Fernando Cunha Lima
A PAIXA DO LIVRO CAIXA
- A PAIXA DO LIVRO CAIXA
Fernando Cunha Lima
- Olhei o fundo do meu livro caixa,
- Somente encontrei restos d’amor,
- Um pouco de tristeza e de dor,
- Daquela nossa e tão bela paixa.
- Fechei e o lacrei com uma faixa,
- Pra que nunca me cause dissabor,
- Na faixa preta demonstrei na cor,
- Esse meu luto de cabeça baixa.
- Para surpresa minha outro dia,
- Abri o livro caixa – qu’alegria!
- Entre suas páginas, um respaldo.
- Na linha dos créditos encontrei,
- E de relance eu detectei
- Que nosso amor tinha deixado saldo.
-----------
O tamanho deste saldo, Só tive com o respaldo, De Eliane Guaraldo.
Beijos Nando. 15-11-10.
Local:
Brasil
Monda (em balanço)
De teimosa eu volto ás contas
e, diante o calendário
vi que fez aniversário
o dia de tuas mondas.
Todas videiras cresceram
uvas mais uvas perdidas
frutos para muitas vidas
em ramas que ao peso penderam.
A que vinhas eu pergunto
se passou muito sem lavra
e a safra foi embora
Das contas que agora junto
grãos de uva eram palavra
e o vinho poesia que aflora!
BALANÇO DE AMOR
Odir, de passagem
(Por conta das contas da poeta Eliane Guaraldo)
Eu fiz um balanço inédito
no quanto amei. O inventário
compus com tanto descrédito
que me senti um otário!
Levantei todo o meu crédito
nas colunas do Diário,
no Caixa colhi o débito
dos beijos por crediário.
No passivo do pecado
me perdi. Fui condenado.
Da Justiça li o édito.
Mas tendo o ativo aprovado,
pelo tanto que hei amado,
quanto ao amor tive rédito!
JPessoa, 11.11.10
Passeio do Anjo
Além de incensos e flores
um anjo que passeava
pelos sonhos costumava
espiar frestas e amores
Fazia versos da prosa
tecendo em sua trama
primoroso diagrama
de usinagem valiosa
pendurado à clarabóia
dos sonhos, ele jogava
esses versos, como chuva
peças de bordado ou jóia
que a nudez do amor trajava
e vestiam feito luva.
homenagem ao poema de Fernando Tanajura
Eliane
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
SAUDADE ( para Jorge Sales)
Que a saudade compensada
pela paz presenciada
na minha e tua morada
amenize a nossa dor
e a verdade, revelada,
para sempre eternizada
é que em tudo, quase nada
é tão forte quanto o amor.
(homenagem a Jorge Sales, passado em 14-11-2008)
Jorge Sales foi/é músico, cordelista e grande amigo.
sábado, 13 de novembro de 2010
Amor sem Tempo
O que vive aqui e está em toda essência
E onde anda esta enorme consciência
Que descreves em maestria se não existe?
Onde passas primaveras te esquecendo
Que as flores que tocavas eram sempre
Tanto espinhos como a mais viçosa pele
Que permitem relembrar-te revivendo ?
Pensamento aprisiona-nos a crenças
E enquanto planejamos, nos ilude
Refaçamo-nos por ser, simplesmente...
O amor está aonde não o pensas
Mas o sentes em completa plenitude
Com o corpo, com a alma e não a mente
Imortalidade Revisitada
Edimo Ginot
Eliane Guaraldo
9-ix-10
não quero a imortalidade
nem real, nem virtual
um Midas da eternidade
quero a trilha da procura
quero viver a aventura
meu direito natural
o prêmio pela vida
o prêmio pelo tempo
virtude da imperfeição.
E nesse processo interno
A glória é o inferno
do que se quer imortal
a minha parte em aventura!
errar com desenvoltura
e viver a contradição
amor transcendente (Em Balanço)
2011
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Amor transcendente (em Balanço),
soneto
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
LEVEZA
Eliane Guaraldo
26-x-10
O tempo escorre
pelos vãos dos dedos
sem existir consome
sem matar a fome
(ou sanar os medos)
Se a poesia me percorre
intensa, como o desejo
é que encontrou um lugar
não temo divagar
a emoção é fugaz
mas a palavra inventa
Atenta
consumo a essência do ensejo
desafio gravidades;
São sutis estas verdades
que vêm do eterno e vivaz.
Então
comemoro a leveza.
26-x-10
O tempo escorre
pelos vãos dos dedos
sem existir consome
sem matar a fome
(ou sanar os medos)
Se a poesia me percorre
intensa, como o desejo
é que encontrou um lugar
não temo divagar
a emoção é fugaz
mas a palavra inventa
Atenta
consumo a essência do ensejo
desafio gravidades;
São sutis estas verdades
que vêm do eterno e vivaz.
Então
comemoro a leveza.
Ciclo
Eliane Guaraldo
11-ix-10
11-ix-10
- Como entendo só agora, tanta serenidade!
como agora me é possivel te alcançar
tu esperas passar toda a vanidade
e só com o melhor do amor ficar!
assisto a esse desfilar de veleidades
tão sujeitas, a fragilidades tais
que mal resistem às toscas tempestades
que dirá aos grandes ventos estivais?
não me importa, mais o que está por vir
já que segue a mesma circularidade
e o que conta é só o que está bem dentro aqui
as transformações maiores estão sendo
simplesmente sem perguntas e sem tempo
são a nossa essência nos acontecendo
Desejo
11-x-10
Eu sei que te buscaria
onde e quando estiveres
embora longínquo, presente
meu desejo não se cansa
quando se cansa o corpo
e suas sutis vanidades
assim nesta busca de fé
prossigo sempre de pé
esperando se estiveres
sábado, 23 de outubro de 2010
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
IMAGEM DO AMOR
set 10
Foi tão de repente,
que algo mudou
que o grito calou
a garganta falhou
e a noite parou
de enfileirar estrelas
Os dias estancaram
os ciclos romperam
com suas rotinas.
Não havia mais sinas
o destino cedeu:
perdidas em algum canto
ninguém mais a crê-las.
A ordem natural surtou
e a natureza esqueceu-se
O Sol não sabia
a que veio ao planeta
o frio aqueceu
ao invés de gelar.
No lugar
mais mágoas não havia
ou tampouco alegria
de um dia que um dia
contara-se em folhinhas.
tudo para
em torno de nós
e a sós, nossas bocas
em um beijo ardente
fazem o amor.
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