No recôndito espaço
das temporárias vestes
que já é pequeno para músculos, veias,
habita certo coração.
É pequeno demais
para comportar
mais do que as próprias células
ocupadas com sua vegetatividade,
- que dirá algum afeto?
Suas buscas são de imagens
visões, transformações
infinitos afora
enquanto sem resolução
permanece este pra quê? da vida
Devia o querer ir além de apenas respirar
- algo de dar cor e beleza ao cotidiano
uma vontade de arte incessante
que resiste e pulsa
contra todas as expectativas
Espaço de Poesia,Arte e comunicação. A participação e a interação de leitores e colaboradores, enriquecendo temas e conteúdos, instigando reflexão, é desejável e estimulada. Eliane Guaraldo
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Duerme La Negra
Enquanto o gás nos fazia chorar
Mercedes Sosa cantava
Me gustan los estudiantes.
Ela que trazia a Latino-américa
no semblante & na voz.
Enlaçava nosotros
em Los Hermanos
dando Gracias a la vida.
Sí fué para nuevos mares
assim como Alfonsina.
Entonces ahora
en silêncio
Duerme Negrita...
Ricardo Mainieri
____________________________________________________
La Negra foi um dos mais famosos apelidos
de Mercedes Sosa
Mercedes Sosa cantava
Me gustan los estudiantes.
Ela que trazia a Latino-américa
no semblante & na voz.
Enlaçava nosotros
em Los Hermanos
dando Gracias a la vida.
Sí fué para nuevos mares
assim como Alfonsina.
Entonces ahora
en silêncio
Duerme Negrita...
Ricardo Mainieri
____________________________________________________
La Negra foi um dos mais famosos apelidos
de Mercedes Sosa
Marcadores:
Duerme la Negra (Ricardo Mainieri),
Poesia Livre
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
O POEMA
era qual colcha bordada
passamanarias
mostrei-o recolhendo a voz
no olhar profundo
quando o leres
quando queiras
passamanarias
mostrei-o recolhendo a voz
no olhar profundo
quando o leres
quando queiras
saberás mais de mim
que minha história.
deixarás as letras tolas
que minha história.
deixarás as letras tolas
no vazio, o não-lugar
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Poemínimos no Livro da Tribo 2010/2011
Mata Atlântica
em teu verdazul
ancoro meus olhos
ainda preservados.
__________________________________
Sol na praia
é como bênção
na cidade: danação.
__________________________________
Cravo temperando
tua pele chocolate
anis & afeto no coração.
Ricardo Mainieri
___________________________________
Estes poemínimos foram selecionados
para o Livro da Tribo 2010/2011.
em teu verdazul
ancoro meus olhos
ainda preservados.
__________________________________
Sol na praia
é como bênção
na cidade: danação.
__________________________________
Cravo temperando
tua pele chocolate
anis & afeto no coração.
Ricardo Mainieri
___________________________________
Estes poemínimos foram selecionados
para o Livro da Tribo 2010/2011.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Entropia
Redescobri a palavra
entropia.
Adentrei na desordem
na lenta desintegração
dos sistemas.
Humanos & estruturais.
A oxidação
a ferrugem
e o caos
nos persegue.
Poderemos detê-los?
Ricardo Mainieri
entropia.
Adentrei na desordem
na lenta desintegração
dos sistemas.
Humanos & estruturais.
A oxidação
a ferrugem
e o caos
nos persegue.
Poderemos detê-los?
Ricardo Mainieri
Marcadores:
Entropia (Ricardo Mainieri),
Poesia Livre
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Pertencimento
de mãos dadas com o desconhecido
caminho você.
que me tem
absorto me conduz
por olhos e visagens tantas
como experiência do sentido.
Não há ilusão
mas crença
consciencia extrema
de pertencimento.
caminho você.
que me tem
absorto me conduz
por olhos e visagens tantas
como experiência do sentido.
Não há ilusão
mas crença
consciencia extrema
de pertencimento.
Realidades
Torcidas e contorcidas
como os galhos
desta paisagem cerrada
onde nada
é o que parece
nem parece o que é
bloominantes como os ipês na floresta
exaustivamente horizontal e infinita
REALIDADES
como os galhos
desta paisagem cerrada
onde nada
é o que parece
nem parece o que é
bloominantes como os ipês na floresta
exaustivamente horizontal e infinita
REALIDADES
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Emulação
Eliane Guaraldo
25-iv-09
Pareces como a lua:
Em noites albas
Surpreendes quietudes
Mas alturas que galgas
São só visagens
Nas paisagens
Tantas similitudes:
em minhas águas
É que flutua.
25-iv-09
Pareces como a lua:
Em noites albas
Surpreendes quietudes
Mas alturas que galgas
São só visagens
Nas paisagens
Tantas similitudes:
em minhas águas
É que flutua.
Presença
(para Jorge Sales)
10-v-09
Estás bem onde a alegria se derrama
E no fundo de uma prece antes da ceia
No desejo que invade e incendeia
E na dança delicada de uma chama
Estás quase nas palavras, minha voz
Num amigo que aparece de surpresa
Com a canção que me mostraste, ainda acesa,
(já entregue em silêncio a todos nós)
Estás sempre onde preciso e ao meu lado
Eu te vejo todo tempo, te adivinho
Em verdade o meu sentido te pressente.
Se conjugas no futuro do passado
Tua presença, para sempre em meu caminho
Só me fala do infinito do presente.
10-v-09
Estás bem onde a alegria se derrama
E no fundo de uma prece antes da ceia
No desejo que invade e incendeia
E na dança delicada de uma chama
Estás quase nas palavras, minha voz
Num amigo que aparece de surpresa
Com a canção que me mostraste, ainda acesa,
(já entregue em silêncio a todos nós)
Estás sempre onde preciso e ao meu lado
Eu te vejo todo tempo, te adivinho
Em verdade o meu sentido te pressente.
Se conjugas no futuro do passado
Tua presença, para sempre em meu caminho
Só me fala do infinito do presente.
Marcadores:
Presença (para Jorge Sales),
soneto
quinta-feira, 12 de março de 2009
Vento
Hoje um dia que não termina
suas vestes,doces mãos
a me alisar cabelos
no vento deste campo grande
infinito que invento
de tanta presença
na ausência
de mais sentidos.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Light side
em contraluz:
o desejo se ilumina...
Ricardo Mainieri
Marcadores:
Light Side (Ricardo Mainieri),
Poesia Livre
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Singelo
Fio de emoção
j
o
r
r
a
entre mentes compactas.
Feito grama
gerada no asfalto
denso.
Sonha tornar-se rio
(a)fluente
de humanidade.
Prosseguir
ligando utopias
& mares.
Quem sabe
um dia...
Ricardo Mainieri
j
o
r
r
a
entre mentes compactas.
Feito grama
gerada no asfalto
denso.
Sonha tornar-se rio
(a)fluente
de humanidade.
Prosseguir
ligando utopias
& mares.
Quem sabe
um dia...
Ricardo Mainieri
Marcadores:
Poesia Livre,
Singelo (Ricardo Mainieri)
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Tempos de Espera
Em tempos de espera
se espera pelo que não se tem
se espera pelo que não se tem
e n t r e m e n t e s
Em tempos de esperaagoniza a paz da guerra
e cedo se liquefaz
sob arrebatamento
esvai-se sem linimento
que já não lhe satisfazas paixões, o sentimentovivem por seu movimentotriunfa a guerra da paz
Depoimento
apague depois de ler
apague o que é de ter
afague o que é de ser
como o dia de amanhã
que se espera e não se alcança
pois já ESTÁ em tuas entranhas.
se estranhas o que vês
sempre estampas sempre tempos
no fundo sabes de cor
(qual a cor dos entretempos
voláteis e tão intensos!?
eu pré-sinto, sinto e temo
por meus próprios sentimentos)
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Me nino
Lágrimas
trouxeram à tona
meu menino adormecido no mar
inconsciente.
Solicitava entrevista
breves instantes de meu trabalho.
Inocente
como se não soubesse
que desse modo
ganho a vida.
Resolvi desmarcar compromissos
e atendê-lo
agora.
Uma paz se irradiou
em toda minha superfície
humana...
Ricardo Mainieri
trouxeram à tona
meu menino adormecido no mar
inconsciente.
Solicitava entrevista
breves instantes de meu trabalho.
Inocente
como se não soubesse
que desse modo
ganho a vida.
Resolvi desmarcar compromissos
e atendê-lo
agora.
Uma paz se irradiou
em toda minha superfície
humana...
Ricardo Mainieri
Marcadores:
Me Nino (Ricardo Mainieri),
Poesia Livre
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Outra Poesia
26-IX-08
O tempo é inexorável
mas errou desta vez
O que era cristalino desfez
em água turva e instável.
Memorável feito, aplaudo
Com as mãos hoje vazias
dos poemas que tu lias
devolvendo em riso caldo.
Poesias não tenho mais
e de ler tu não haverás
mas resta o olhar que conheces.
Haverá de ficar a poesia
inexorável como mais esse dia
que me afasta de minha própria prece.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Isometrias distantes
eu tento acertar o passo
sem cerrar os olhos
mas o horizonte
de sorte que cambiante
mira-me no infinito
por isometrias distantes.
Marcadores:
Isometrias Distantes,
Poesia Livre
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Eu quero falar de Amizade
(para Jorge Sales)
09-IX-08
Eu quero falar de amizade
Como se fosse o presente
Que assim, meio de repente,
Acontece numa idade
Em que a gente quer verdade
Sabedoria e bom vinho
Eu sei que nunca é sozinho
Quem encontrou um amigo
Muito mais do que abrigo
Encontrou o seu caminho.
Eu quero falar de amizade
Como se fosse um achado
Um tesouro encontrado
De enorme raridade
Porém sem solenidade
Se acomoda no seu peito
Completo e de um tal jeito
Que preenche o coração
“Fusão ... sem explicação”
Um mote mais que perfeito.
Eu quero falar de amizade
Como o amor que não termina
Mas liberta, reanima
Em total cumplicidade.
Ela vive em paridade
Com o respeito absoluto
E o coração impoluto
De mágoa ou ressentimento
Desenvolve em acalento
Sinceridade é seu fruto.
Eu quero falar de amizade
Como algo que não se explica
Mas se sente e identifica
Quando ele é de verdade
Porque deixa uma saudade
E o desejo de encontrar
Sem contudo provocar
Qualquer dor ou sofrimento
Pois é nobre sentimento
Que pra sempre vai ficar.
Eu quero falar de amizade
Como sentimento vivo
Exercício que cultivo
Em sua integralidade
E com grande intensidade
Já que aprendi contigo
É um dom que eu persigo
Ami-zade é amar com arte
Eu te amo e destarte
Tu és o meu grande amigo.
09-IX-08
Eu quero falar de amizade
Como se fosse o presente
Que assim, meio de repente,
Acontece numa idade
Em que a gente quer verdade
Sabedoria e bom vinho
Eu sei que nunca é sozinho
Quem encontrou um amigo
Muito mais do que abrigo
Encontrou o seu caminho.
Eu quero falar de amizade
Como se fosse um achado
Um tesouro encontrado
De enorme raridade
Porém sem solenidade
Se acomoda no seu peito
Completo e de um tal jeito
Que preenche o coração
“Fusão ... sem explicação”
Um mote mais que perfeito.
Eu quero falar de amizade
Como o amor que não termina
Mas liberta, reanima
Em total cumplicidade.
Ela vive em paridade
Com o respeito absoluto
E o coração impoluto
De mágoa ou ressentimento
Desenvolve em acalento
Sinceridade é seu fruto.
Eu quero falar de amizade
Como algo que não se explica
Mas se sente e identifica
Quando ele é de verdade
Porque deixa uma saudade
E o desejo de encontrar
Sem contudo provocar
Qualquer dor ou sofrimento
Pois é nobre sentimento
Que pra sempre vai ficar.
Eu quero falar de amizade
Como sentimento vivo
Exercício que cultivo
Em sua integralidade
E com grande intensidade
Já que aprendi contigo
É um dom que eu persigo
Ami-zade é amar com arte
Eu te amo e destarte
Tu és o meu grande amigo.
Marcadores:
Cordel,
Eu Quero Falar de Amizade
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Ocaso

De ocaso em ocaso
nasce outro -mais um - dia
recomeçando uma história
em ducentésima versão.
.
O sol deseja mostrar-se
rei dadivoso
banhar de luz, magnânimo
as nossas singelas vidas.
.
Mas os edifícios são altos
e as suas sombras longas
mascaram de sépia
nossa maior parte.
.
A vontade do brilho
esmaece
sob os (e)feitos magnânimos
dos artefatos humanos.
.
Mais outro ocaso
Mais outro ocaso
- caso sério:
A poesia que queria
mas não veio pra germinar.
.
Quer-se talvez esparsa
Quer-se talvez esparsa
quer-se volátil
presa fácil
dos labirintos da memória.
.
Quer-se leve
e de tão breve
deixe, como o sol,
.
o voltar pra depois
Assinar:
Postagens (Atom)