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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O POEMA

era qual colcha bordada
passamanarias

mostrei-o recolhendo a voz
no olhar profundo

quando o leres
quando queiras



saberás mais de mim

que minha história.

deixarás as letras tolas
no vazio, o não-lugar

3 comentários:

Casa disse...

Olá,

Texto muito legal, gostei.

Ricardo Mainieri disse...

O não-lugar, o espaço mínimo, quântico, tem o todo na menor fração.
Poesia é sugerir mais que dizer.

Beijão.

Ricardo Mainieri

Casa disse...

Belíssimo poema. Gostei muito, ainda mais porque me remete a um verso de Drummond:

"meu corpo [...]
tornou-se meu carcereiro
me sabe mais que me sei"