Se preciso for poesia
pra merecer teus sonetos
passo a noite em meus versetos
faço dela albergaria
fecho as contas, passo a régua
nunca mais cerro o "poesia"
nesta idiossincrasia
também pra ti não dou trégua
no balanço desse caixa
a paixa, prá lá de ganha
é sempre quem dá as cartas
O amor nunca se rebaixa:
a conta parece estranha
e as dívidas sempre fartas
Com amizade, para Fernando Cunha Lima
