Quero sem pátina, sem tempo
com desvelo , realejo
adivinhar tua chegada!
quero me surpreendas sempre
sem receio, sem pecado
imprevisivelmente...
de olhos vendados
imagem
tocada
Espaço de Poesia,Arte e comunicação. A participação e a interação de leitores e colaboradores, enriquecendo temas e conteúdos, instigando reflexão, é desejável e estimulada. Eliane Guaraldo
terça-feira, 20 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Duerme La Negra
Enquanto o gás nos fazia chorar
Mercedes Sosa cantava
Me gustan los estudiantes.
Ela que trazia a Latino-américa
no semblante & na voz.
Enlaçava nosotros
em Los Hermanos
dando Gracias a la vida.
Sí fué para nuevos mares
assim como Alfonsina.
Entonces ahora
en silêncio
Duerme Negrita...
Ricardo Mainieri
____________________________________________________
La Negra foi um dos mais famosos apelidos
de Mercedes Sosa
Mercedes Sosa cantava
Me gustan los estudiantes.
Ela que trazia a Latino-américa
no semblante & na voz.
Enlaçava nosotros
em Los Hermanos
dando Gracias a la vida.
Sí fué para nuevos mares
assim como Alfonsina.
Entonces ahora
en silêncio
Duerme Negrita...
Ricardo Mainieri
____________________________________________________
La Negra foi um dos mais famosos apelidos
de Mercedes Sosa
Marcadores:
Duerme la Negra (Ricardo Mainieri),
Poesia Livre
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
O POEMA
era qual colcha bordada
passamanarias
mostrei-o recolhendo a voz
no olhar profundo
quando o leres
quando queiras
passamanarias
mostrei-o recolhendo a voz
no olhar profundo
quando o leres
quando queiras
saberás mais de mim
que minha história.
deixarás as letras tolas
que minha história.
deixarás as letras tolas
no vazio, o não-lugar
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Poemínimos no Livro da Tribo 2010/2011
Mata Atlântica
em teu verdazul
ancoro meus olhos
ainda preservados.
__________________________________
Sol na praia
é como bênção
na cidade: danação.
__________________________________
Cravo temperando
tua pele chocolate
anis & afeto no coração.
Ricardo Mainieri
___________________________________
Estes poemínimos foram selecionados
para o Livro da Tribo 2010/2011.
em teu verdazul
ancoro meus olhos
ainda preservados.
__________________________________
Sol na praia
é como bênção
na cidade: danação.
__________________________________
Cravo temperando
tua pele chocolate
anis & afeto no coração.
Ricardo Mainieri
___________________________________
Estes poemínimos foram selecionados
para o Livro da Tribo 2010/2011.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Entropia
Redescobri a palavra
entropia.
Adentrei na desordem
na lenta desintegração
dos sistemas.
Humanos & estruturais.
A oxidação
a ferrugem
e o caos
nos persegue.
Poderemos detê-los?
Ricardo Mainieri
entropia.
Adentrei na desordem
na lenta desintegração
dos sistemas.
Humanos & estruturais.
A oxidação
a ferrugem
e o caos
nos persegue.
Poderemos detê-los?
Ricardo Mainieri
Marcadores:
Entropia (Ricardo Mainieri),
Poesia Livre
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Pertencimento
de mãos dadas com o desconhecido
caminho você.
que me tem
absorto me conduz
por olhos e visagens tantas
como experiência do sentido.
Não há ilusão
mas crença
consciencia extrema
de pertencimento.
caminho você.
que me tem
absorto me conduz
por olhos e visagens tantas
como experiência do sentido.
Não há ilusão
mas crença
consciencia extrema
de pertencimento.
Realidades
Torcidas e contorcidas
como os galhos
desta paisagem cerrada
onde nada
é o que parece
nem parece o que é
bloominantes como os ipês na floresta
exaustivamente horizontal e infinita
REALIDADES
como os galhos
desta paisagem cerrada
onde nada
é o que parece
nem parece o que é
bloominantes como os ipês na floresta
exaustivamente horizontal e infinita
REALIDADES
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Emulação
Eliane Guaraldo
25-iv-09
Pareces como a lua:
Em noites albas
Surpreendes quietudes
Mas alturas que galgas
São só visagens
Nas paisagens
Tantas similitudes:
em minhas águas
É que flutua.
25-iv-09
Pareces como a lua:
Em noites albas
Surpreendes quietudes
Mas alturas que galgas
São só visagens
Nas paisagens
Tantas similitudes:
em minhas águas
É que flutua.
Presença
(para Jorge Sales)
10-v-09
Estás bem onde a alegria se derrama
E no fundo de uma prece antes da ceia
No desejo que invade e incendeia
E na dança delicada de uma chama
Estás quase nas palavras, minha voz
Num amigo que aparece de surpresa
Com a canção que me mostraste, ainda acesa,
(já entregue em silêncio a todos nós)
Estás sempre onde preciso e ao meu lado
Eu te vejo todo tempo, te adivinho
Em verdade o meu sentido te pressente.
Se conjugas no futuro do passado
Tua presença, para sempre em meu caminho
Só me fala do infinito do presente.
10-v-09
Estás bem onde a alegria se derrama
E no fundo de uma prece antes da ceia
No desejo que invade e incendeia
E na dança delicada de uma chama
Estás quase nas palavras, minha voz
Num amigo que aparece de surpresa
Com a canção que me mostraste, ainda acesa,
(já entregue em silêncio a todos nós)
Estás sempre onde preciso e ao meu lado
Eu te vejo todo tempo, te adivinho
Em verdade o meu sentido te pressente.
Se conjugas no futuro do passado
Tua presença, para sempre em meu caminho
Só me fala do infinito do presente.
Marcadores:
Presença (para Jorge Sales),
soneto
quinta-feira, 12 de março de 2009
Vento
Hoje um dia que não termina
suas vestes,doces mãos
a me alisar cabelos
no vento deste campo grande
infinito que invento
de tanta presença
na ausência
de mais sentidos.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Light side
em contraluz:
o desejo se ilumina...
Ricardo Mainieri
Marcadores:
Light Side (Ricardo Mainieri),
Poesia Livre
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Singelo
Fio de emoção
j
o
r
r
a
entre mentes compactas.
Feito grama
gerada no asfalto
denso.
Sonha tornar-se rio
(a)fluente
de humanidade.
Prosseguir
ligando utopias
& mares.
Quem sabe
um dia...
Ricardo Mainieri
j
o
r
r
a
entre mentes compactas.
Feito grama
gerada no asfalto
denso.
Sonha tornar-se rio
(a)fluente
de humanidade.
Prosseguir
ligando utopias
& mares.
Quem sabe
um dia...
Ricardo Mainieri
Marcadores:
Poesia Livre,
Singelo (Ricardo Mainieri)
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Tempos de Espera
Em tempos de espera
se espera pelo que não se tem
se espera pelo que não se tem
e n t r e m e n t e s
Em tempos de esperaagoniza a paz da guerra
e cedo se liquefaz
sob arrebatamento
esvai-se sem linimento
que já não lhe satisfazas paixões, o sentimentovivem por seu movimentotriunfa a guerra da paz
Depoimento
apague depois de ler
apague o que é de ter
afague o que é de ser
como o dia de amanhã
que se espera e não se alcança
pois já ESTÁ em tuas entranhas.
se estranhas o que vês
sempre estampas sempre tempos
no fundo sabes de cor
(qual a cor dos entretempos
voláteis e tão intensos!?
eu pré-sinto, sinto e temo
por meus próprios sentimentos)
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Me nino
Lágrimas
trouxeram à tona
meu menino adormecido no mar
inconsciente.
Solicitava entrevista
breves instantes de meu trabalho.
Inocente
como se não soubesse
que desse modo
ganho a vida.
Resolvi desmarcar compromissos
e atendê-lo
agora.
Uma paz se irradiou
em toda minha superfície
humana...
Ricardo Mainieri
trouxeram à tona
meu menino adormecido no mar
inconsciente.
Solicitava entrevista
breves instantes de meu trabalho.
Inocente
como se não soubesse
que desse modo
ganho a vida.
Resolvi desmarcar compromissos
e atendê-lo
agora.
Uma paz se irradiou
em toda minha superfície
humana...
Ricardo Mainieri
Marcadores:
Me Nino (Ricardo Mainieri),
Poesia Livre
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Outra Poesia
26-IX-08
O tempo é inexorável
mas errou desta vez
O que era cristalino desfez
em água turva e instável.
Memorável feito, aplaudo
Com as mãos hoje vazias
dos poemas que tu lias
devolvendo em riso caldo.
Poesias não tenho mais
e de ler tu não haverás
mas resta o olhar que conheces.
Haverá de ficar a poesia
inexorável como mais esse dia
que me afasta de minha própria prece.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Isometrias distantes
eu tento acertar o passo
sem cerrar os olhos
mas o horizonte
de sorte que cambiante
mira-me no infinito
por isometrias distantes.
Marcadores:
Isometrias Distantes,
Poesia Livre
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Eu quero falar de Amizade
(para Jorge Sales)
09-IX-08
Eu quero falar de amizade
Como se fosse o presente
Que assim, meio de repente,
Acontece numa idade
Em que a gente quer verdade
Sabedoria e bom vinho
Eu sei que nunca é sozinho
Quem encontrou um amigo
Muito mais do que abrigo
Encontrou o seu caminho.
Eu quero falar de amizade
Como se fosse um achado
Um tesouro encontrado
De enorme raridade
Porém sem solenidade
Se acomoda no seu peito
Completo e de um tal jeito
Que preenche o coração
“Fusão ... sem explicação”
Um mote mais que perfeito.
Eu quero falar de amizade
Como o amor que não termina
Mas liberta, reanima
Em total cumplicidade.
Ela vive em paridade
Com o respeito absoluto
E o coração impoluto
De mágoa ou ressentimento
Desenvolve em acalento
Sinceridade é seu fruto.
Eu quero falar de amizade
Como algo que não se explica
Mas se sente e identifica
Quando ele é de verdade
Porque deixa uma saudade
E o desejo de encontrar
Sem contudo provocar
Qualquer dor ou sofrimento
Pois é nobre sentimento
Que pra sempre vai ficar.
Eu quero falar de amizade
Como sentimento vivo
Exercício que cultivo
Em sua integralidade
E com grande intensidade
Já que aprendi contigo
É um dom que eu persigo
Ami-zade é amar com arte
Eu te amo e destarte
Tu és o meu grande amigo.
09-IX-08
Eu quero falar de amizade
Como se fosse o presente
Que assim, meio de repente,
Acontece numa idade
Em que a gente quer verdade
Sabedoria e bom vinho
Eu sei que nunca é sozinho
Quem encontrou um amigo
Muito mais do que abrigo
Encontrou o seu caminho.
Eu quero falar de amizade
Como se fosse um achado
Um tesouro encontrado
De enorme raridade
Porém sem solenidade
Se acomoda no seu peito
Completo e de um tal jeito
Que preenche o coração
“Fusão ... sem explicação”
Um mote mais que perfeito.
Eu quero falar de amizade
Como o amor que não termina
Mas liberta, reanima
Em total cumplicidade.
Ela vive em paridade
Com o respeito absoluto
E o coração impoluto
De mágoa ou ressentimento
Desenvolve em acalento
Sinceridade é seu fruto.
Eu quero falar de amizade
Como algo que não se explica
Mas se sente e identifica
Quando ele é de verdade
Porque deixa uma saudade
E o desejo de encontrar
Sem contudo provocar
Qualquer dor ou sofrimento
Pois é nobre sentimento
Que pra sempre vai ficar.
Eu quero falar de amizade
Como sentimento vivo
Exercício que cultivo
Em sua integralidade
E com grande intensidade
Já que aprendi contigo
É um dom que eu persigo
Ami-zade é amar com arte
Eu te amo e destarte
Tu és o meu grande amigo.
Marcadores:
Cordel,
Eu Quero Falar de Amizade
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Ocaso

De ocaso em ocaso
nasce outro -mais um - dia
recomeçando uma história
em ducentésima versão.
.
O sol deseja mostrar-se
rei dadivoso
banhar de luz, magnânimo
as nossas singelas vidas.
.
Mas os edifícios são altos
e as suas sombras longas
mascaram de sépia
nossa maior parte.
.
A vontade do brilho
esmaece
sob os (e)feitos magnânimos
dos artefatos humanos.
.
Mais outro ocaso
Mais outro ocaso
- caso sério:
A poesia que queria
mas não veio pra germinar.
.
Quer-se talvez esparsa
Quer-se talvez esparsa
quer-se volátil
presa fácil
dos labirintos da memória.
.
Quer-se leve
e de tão breve
deixe, como o sol,
.
o voltar pra depois
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
NOITE DANÇANTE
Festa à noite.
Boa dança.
A morte da nostalgia..
Com certeza no final ,
chegaria um belo dia.
Eu estava feliz.
Parecia uma criança.
Muita luz.
Muita esperança…
Noite quente.Noite fria.
O baile era uma seta
indicando a alegria.
Foi quando vi a poeta,
deslizando no salão.
Seu sorriso estampava,
algo além da emoção.
Com seus belos movimentos,
ela seguia adiante,
ali naquele momento,
naquela festa dançante.
Acho que ela pensava
em versos, contos, cordéis.
Como se recitasse.
Recitasse com os pés.
Jorge Sales (em http://www.jorgesales.com.br/)
Na noite, festa dançante
com os pés, o pensamento
desenhando o firmamento
de beleza estonteante!
.
Ela veio sem alardeio
rodopiar de alegria
com mimo e sem fantasia
contar a que foi que veio
Fez com a palavra a canção
com as mãos fez o universo
delineado em re-verso
formato de coração.
Não sei quando ela parou
(nunca termina a magia)
Seu nome era POESIA
pra sempre me cativou.
Eliane Guaraldo
Festa à noite.
Boa dança.
A morte da nostalgia..
Com certeza no final ,
chegaria um belo dia.
Eu estava feliz.
Parecia uma criança.
Muita luz.
Muita esperança…
Noite quente.Noite fria.
O baile era uma seta
indicando a alegria.
Foi quando vi a poeta,
deslizando no salão.
Seu sorriso estampava,
algo além da emoção.
Com seus belos movimentos,
ela seguia adiante,
ali naquele momento,
naquela festa dançante.
Acho que ela pensava
em versos, contos, cordéis.
Como se recitasse.
Recitasse com os pés.
Jorge Sales (em http://www.jorgesales.com.br/)
Na noite, festa dançante
com os pés, o pensamento
desenhando o firmamento
de beleza estonteante!
.
Ela veio sem alardeio
rodopiar de alegria
com mimo e sem fantasia
contar a que foi que veio
Fez com a palavra a canção
com as mãos fez o universo
delineado em re-verso
formato de coração.
Não sei quando ela parou
(nunca termina a magia)
Seu nome era POESIA
pra sempre me cativou.
Eliane Guaraldo
Marcadores:
Jorge Sales,
Noite Dançante,
Poesia Livre
Local:
Espírito Santo, Brasil
Assinar:
Postagens (Atom)