Eliane Guaraldo
10-XII-07
Corpo sem alma
amargurada prece
juntadas forças
que se desconhece
.
Alma vazia
de partilhas feitas
de amor per-doado
em margens estreitas.
.
Juntei as palavras
arranquei uns gemidos
feri-me por letras
em motes partidos
.
Deitada na vida
de morte incerta
mesclei nervo e pedra
e de boca aberta
.
soltei o meu grito.
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