Eliane Guaraldo
(Mote : Rogerinho Borges, a partir de poema de Jorge Sales,
"O sonho é a lembrança do que não aconteceu")-ix-07
Carinhosa a palavra e o sentimento
que envolvem-nos e trazem tal beleza
atraindo com sua força e sutileza
nos lançando com bravura e com alento.
Quando o dia a dia as tintas do vivido
que a noite nos transporte em sonho lindo
pois o sonho é a lembrança que vem vindo
do evento ainda nem acontecido.
Eis a mágica da estrada, eis, leveza!
sem promessas, prosseguir com confiança
estar só e simplesmente renascido.
Se viver pode ser como ter certeza
de aprender de tudo, até da nossa errância
Eis a mágica da vida, o seu sentido.
Espaço de Poesia,Arte e comunicação. A participação e a interação de leitores e colaboradores, enriquecendo temas e conteúdos, instigando reflexão, é desejável e estimulada. Eliane Guaraldo
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
domingo, 7 de outubro de 2007
Urbana Essência
Eliane Guaraldo
7-X-7
Tipuana acorda
na selva que morre
todos os dias
Poliana da cidade
a iluminar esperanças
mesmo inúteis
Urbana essência
da cidade ácido mina
nas sementes
Insana des-razão
para essa rez
em eterno gerúndio.
Em gana vazia
tempo nunca concluso
mote da cidade.
7-X-7
Tipuana acorda
na selva que morre
todos os dias
Poliana da cidade
a iluminar esperanças
mesmo inúteis
Urbana essência
da cidade ácido mina
nas sementes
Insana des-razão
para essa rez
em eterno gerúndio.
Em gana vazia
tempo nunca concluso
mote da cidade.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Auto-Recado
Eliane Guaraldo
21-ix-07
Tenho dois tempos
e nenhum lugar para histórias
mas memória para querer o esquecimento.
O peito do poeta é isento
prefere a solidão libertária
aos arranjos banais.
O peito do poeta
é o ungüento do mortal
e o próprio sepulcro.
Tenho este lenço de seda para dar-te
sem lágrimas. Sem perfume.
Nem senso de eternidade.
E ademais, no sonho guardado
"dentro do peito aguardado"
um abrigo de quimera.
21-ix-07
Tenho dois tempos
e nenhum lugar para histórias
mas memória para querer o esquecimento.
O peito do poeta é isento
prefere a solidão libertária
aos arranjos banais.
O peito do poeta
é o ungüento do mortal
e o próprio sepulcro.
Tenho este lenço de seda para dar-te
sem lágrimas. Sem perfume.
Nem senso de eternidade.
E ademais, no sonho guardado
"dentro do peito aguardado"
um abrigo de quimera.
Dejà Vu
12-8-7
Enfim, cá estou eu
a fechar os olhos
sem querer ver
mais um crepúsculo
vestes em bronze diáfana carne
Sem poder tocar o coração
eu, que com palavras
alcanço infinitos.
Nem posso te emprestar meus olhos
nem sofrer os teus tormentos
apenas olhar-te de longe
eu que planto jardins todos os dias
e falo de árvores e raízes
não posso fazer brotar teu sorriso.
Assisto a esse filme PB
reprise, só tu não viste
cheio de clichês
mas como não entendes de cinema...
Viver esse filme
dormir esse filme
assistir-te simplesmente
Amar um pouco mais.
Na tua frente happy end
Minha porta não tem trancas
mas o teu coração
que me esfacela .
Em cada vão momento ( glosa do Soneto da Fidelidade)
Eliane Guaraldo
01-10-07
Quando a noite se encerrar sem tua presença
Mas o dia te trouxer num qualquer vento
Quero vivê-lo em cada vão momento
e em serena plenitude a tua pertença.
Se esse toque vem e flagra desatento
Na canção que não se escreve todo dia
(Porque é gesto, é expressão e fantasia)
Quero vivê-lo, em cada vão momento.
Este amor, que com todo seu com seu encanto
Faz o rude se tornar em sentimento
E o inverno transformar-se em primavera
Que ele seja para sempre o teu alento
Sendo breve ou sendo longa a sua espera
E em seu louvor hei de espalhar meu canto.
Matriz inspiradora:
SONETO DA FIDELIDADE
Vinícius de Moraes
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me preocupe
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive)
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
01-10-07
Quando a noite se encerrar sem tua presença
Mas o dia te trouxer num qualquer vento
Quero vivê-lo em cada vão momento
e em serena plenitude a tua pertença.
Se esse toque vem e flagra desatento
Na canção que não se escreve todo dia
(Porque é gesto, é expressão e fantasia)
Quero vivê-lo, em cada vão momento.
Este amor, que com todo seu com seu encanto
Faz o rude se tornar em sentimento
E o inverno transformar-se em primavera
Que ele seja para sempre o teu alento
Sendo breve ou sendo longa a sua espera
E em seu louvor hei de espalhar meu canto.
Matriz inspiradora:
SONETO DA FIDELIDADE
Vinícius de Moraes
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me preocupe
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive)
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Quando o Poema
Quando o Poema
Eliane Guaraldo
15-01-06
Quando o poema sai do papel e toma forma
é que a forma foi mais forte que a palavra
e o sentimento descolou-se e, vida própria,
tomou o comando de nossa história.
Quando o poema toma forma e a forma é bruta
é que o sentido não se pode mais conter
e a palavra se quer faca, se quer credo,
e quer-se em ação irromper.
Mas quando o poema embala e é belo
como flor, cortejando a brisa em dança
cuidado! pode ser que ainda seduza
e se vá de forma mansa, como veio.
Eliane Guaraldo
15-01-06
Quando o poema sai do papel e toma forma
é que a forma foi mais forte que a palavra
e o sentimento descolou-se e, vida própria,
tomou o comando de nossa história.
Quando o poema toma forma e a forma é bruta
é que o sentido não se pode mais conter
e a palavra se quer faca, se quer credo,
e quer-se em ação irromper.
Mas quando o poema embala e é belo
como flor, cortejando a brisa em dança
cuidado! pode ser que ainda seduza
e se vá de forma mansa, como veio.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Dias de Amar ( Soneto)
Eliane Guaraldo 12-VI-07
Deste mar que me derrama eu hei vivido
a esperar por teu calor e tua chama
me envolves de marfim e de sentido
então sei que o teu corpo me reclama.
Nesses mares só se ama por inteiro
esses mares que invadem madrugada
as palavras restam mudas e os ponteiros
dos relógios já se contorcem por nada.
Eu te provo e então gozo os teus sabores
umedeces o meu solo em teus licores
nas nascentes que afloram de teu ser
E semeias dia-a-dia em teus suores
um desejo que renova as suas cores:
desemboca nos meus mares de viver.
Deste mar que me derrama eu hei vivido
a esperar por teu calor e tua chama
me envolves de marfim e de sentido
então sei que o teu corpo me reclama.
Nesses mares só se ama por inteiro
esses mares que invadem madrugada
as palavras restam mudas e os ponteiros
dos relógios já se contorcem por nada.
Eu te provo e então gozo os teus sabores
umedeces o meu solo em teus licores
nas nascentes que afloram de teu ser
E semeias dia-a-dia em teus suores
um desejo que renova as suas cores:
desemboca nos meus mares de viver.
As árvores nativas do Brasil (toada de Ernani Padilha)
As árvores nativas do Brasil
(toada alagoana)
A nossa mata nativa
nos cativa
com cenário exuberante
A beleza da floresta
não contesta
quem dela fica diante
Essa imagem tão bela
nos revela
a flora mais abundante
Com sua flor amarela
tão singela
se ornamenta o IPÊ
Seu quinhão de poesia
todo dia
deixando a nossa mercê
Sobressai na paisagem
a ramagem
parecendo um buquê .
Com sua densa folhagem
bela imagem
tem o nosso TARUMÃ
Também a PAINEIRA-ROSA
é vistosa
enfeitada com a lã
O seu porte altaneiro
o COQUEIRO
mostra em cada manhã
Na sombra do JUAZEIRO
o vaqueiro
se abriga no estio
Com ramagem verdejante
elegante
cresce a PEROBA-DO-RIO
Ficou o nosso passado
registrado
no lenho do PAU-BRASIL
O MARÔLO é encontrado
no cerrado
e também o MURICI
A PINÁ é fina e alta
e não falta
pra nos dar o açaí
MARI-MARI tem ainda
e tão linda
como ela nunca vi
Com a beleza infinda
que nos brinda
tem a ESPONJA também
Quando a vejo em setembro
eu me lembro
da mulher que quero bem
Porque na sua florada
é lembrada
a fragrância que ela tem
EMBAÚVA delicada
é olhada
por quem quer apreciar
CAJURÚ fica silente
no poente
como olhando para o mar
Se vê o JOÃO-DORMINDO
que é lindo
mesmo antes de acordar
Na estrada estava indo
e sorrindo
vi a UVA aparecer
Ela é muito pequena
e serena
mas sombra sabe fazer
Tem uma beleza rara
e tão clara
que nem preciso dizer
Vendo uma ACARIQUARA
se repara
no seu porte elegante
O seu tronco não enverga
e o enxerga
mesmo quem está distante
Mostrando sua textura
na altura
ela posa deslumbrante
Com a sua estrutura
configura
o frondoso ESPINHEIRO
no espinho e na flor
o amor
quando pleno e verdadeiro
No banhado ou no barranco
veste branco
na florada de janeiro
Vendo um ANGICO-BRANCO
eu estanco
diante da natureza
Não existe quem alcance
num relance
toda a sua beleza quando na tela celeste
ele investe
com as cores da pureza
Quando no tronco reveste
inconteste
sua grinalda de flores
na CASTANHA-DE-MACACO
eu destaco
seus encantos e primores
Até não sendo encontrado
decorado
tem no seu ramo verdores
MULUNGU é visitado
já florado
pelas aves do lugar
Em suas flores vermelhas
as abelhas
também ficam a rodar Acho que brancas e pretas
borboletas
não deixam de o visitar
No Brasil tem PAU-CAIXETAS,
VIOLETAS,
CURANAS, ERVAS, COPAIS,
POJÓS, LIXAS, MUCURIS,
BURITIS,
MOREIRAS,TAPIS, DEDAIS,
TREVOS, MOINAS, FAVELEIRAS,
AROEIRAS,
e ainda tem muitas mais...
(toada alagoana)
A nossa mata nativa
nos cativa
com cenário exuberante
A beleza da floresta
não contesta
quem dela fica diante
Essa imagem tão bela
nos revela
a flora mais abundante
Com sua flor amarela
tão singela
se ornamenta o IPÊ
Seu quinhão de poesia
todo dia
deixando a nossa mercê
Sobressai na paisagem
a ramagem
parecendo um buquê .
Com sua densa folhagem
bela imagem
tem o nosso TARUMÃ
Também a PAINEIRA-ROSA
é vistosa
enfeitada com a lã
O seu porte altaneiro
o COQUEIRO
mostra em cada manhã
Na sombra do JUAZEIRO
o vaqueiro
se abriga no estio
Com ramagem verdejante
elegante
cresce a PEROBA-DO-RIO
Ficou o nosso passado
registrado
no lenho do PAU-BRASIL
O MARÔLO é encontrado
no cerrado
e também o MURICI
A PINÁ é fina e alta
e não falta
pra nos dar o açaí
MARI-MARI tem ainda
e tão linda
como ela nunca vi
Com a beleza infinda
que nos brinda
tem a ESPONJA também
Quando a vejo em setembro
eu me lembro
da mulher que quero bem
Porque na sua florada
é lembrada
a fragrância que ela tem
EMBAÚVA delicada
é olhada
por quem quer apreciar
CAJURÚ fica silente
no poente
como olhando para o mar
Se vê o JOÃO-DORMINDO
que é lindo
mesmo antes de acordar
Na estrada estava indo
e sorrindo
vi a UVA aparecer
Ela é muito pequena
e serena
mas sombra sabe fazer
Tem uma beleza rara
e tão clara
que nem preciso dizer
Vendo uma ACARIQUARA
se repara
no seu porte elegante
O seu tronco não enverga
e o enxerga
mesmo quem está distante
Mostrando sua textura
na altura
ela posa deslumbrante
Com a sua estrutura
configura
o frondoso ESPINHEIRO
no espinho e na flor
o amor
quando pleno e verdadeiro
No banhado ou no barranco
veste branco
na florada de janeiro
Vendo um ANGICO-BRANCO
eu estanco
diante da natureza
Não existe quem alcance
num relance
toda a sua beleza quando na tela celeste
ele investe
com as cores da pureza
Quando no tronco reveste
inconteste
sua grinalda de flores
na CASTANHA-DE-MACACO
eu destaco
seus encantos e primores
Até não sendo encontrado
decorado
tem no seu ramo verdores
MULUNGU é visitado
já florado
pelas aves do lugar
Em suas flores vermelhas
as abelhas
também ficam a rodar Acho que brancas e pretas
borboletas
não deixam de o visitar
No Brasil tem PAU-CAIXETAS,
VIOLETAS,
CURANAS, ERVAS, COPAIS,
POJÓS, LIXAS, MUCURIS,
BURITIS,
MOREIRAS,TAPIS, DEDAIS,
TREVOS, MOINAS, FAVELEIRAS,
AROEIRAS,
e ainda tem muitas mais...
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As Árvores Nativas do Brasil (Ernani Padilha),
Cordel
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Brasil
Desperta
Eliane Guaraldo
13 IV 07
Desperta, meu amor
que a noite já passou
desperta e vem encontrar minhas mãos
que o sol já nasce
Não pensa mais no passado
há nele névoa - e tanta!
escuta-me e fala agora
e que agora revivamos
Aperta-me em teu coração
que o tempo pára- e abraços
sussurros, agora de amor
acaba-se o medo e a dor.
Desperta, meu amor
das tuas palestras com os anjos
o sol já nos atravessa a pele
e eu te fito docemente.
E quando os oceanos chegarem
que lavem nossos contornos
fita-me infinita mente
que agora é que é pra sempre.
13 IV 07
Desperta, meu amor
que a noite já passou
desperta e vem encontrar minhas mãos
que o sol já nasce
Não pensa mais no passado
há nele névoa - e tanta!
escuta-me e fala agora
e que agora revivamos
Aperta-me em teu coração
que o tempo pára- e abraços
sussurros, agora de amor
acaba-se o medo e a dor.
Desperta, meu amor
das tuas palestras com os anjos
o sol já nos atravessa a pele
e eu te fito docemente.
E quando os oceanos chegarem
que lavem nossos contornos
fita-me infinita mente
que agora é que é pra sempre.
Ciganas (inspirado em Vida, de Astenio)
Ciganas
(inspirado em Vida, de Astenio C Fernandes, em 16-IV-7)
Mulheres que levam segredos
guardando revelações
espelhos da nossa história
o mundo todo em suas mãos
Memoriais de Akasha
o sentimento do mundo
os avatares e amores
todo porvir num segundo
Em pequenas, frágeis palmas
registro de humanidades
a contemplação da alma
e o que se quer de verdades. I
ntrincadas, cálidas estradas
Do pulso ao seu coração
levam, se infiltram de nós
nossas historias se mesclam
Quiçá um dia nos possam
em desvelo sempre imenso
fazer brotá-las no ato
da lágrima sobre um lenço.
(inspirado em Vida, de Astenio C Fernandes, em 16-IV-7)
Mulheres que levam segredos
guardando revelações
espelhos da nossa história
o mundo todo em suas mãos
Memoriais de Akasha
o sentimento do mundo
os avatares e amores
todo porvir num segundo
Em pequenas, frágeis palmas
registro de humanidades
a contemplação da alma
e o que se quer de verdades. I
ntrincadas, cálidas estradas
Do pulso ao seu coração
levam, se infiltram de nós
nossas historias se mesclam
Quiçá um dia nos possam
em desvelo sempre imenso
fazer brotá-las no ato
da lágrima sobre um lenço.
O DESTINO E OS VENTOS (Glosa)
Eliane Guaraldo
2 IV 7
PUDESSE O VENTO COMPOR
nas suas voltas no mundo
tornasse eterno o segundo
desta tarde plena em cor.
Pudesse embalar os dias
CRIAR BALANÇOS DE AMOR
sem reservas ou pudor
com toda a sua magia
Que falasse aos sentidos
com doçura e sutileza
COMPORIA COM CERTEZA
dos sentimentos vividos
A sinfonia exemplar:
a tua simples verdade
lições de humanidade
CANÇÕES PRA NINAR O MAR.
(Glosa de Destino dos Ventos, por Jorge Sales,
Barbosa Lima e Rubenio Marcelo, do CD A Arte Maior.
Glosa publicada ineditamente em www.jorgesales.com.br, em 2-IV-7)
2 IV 7
PUDESSE O VENTO COMPOR
nas suas voltas no mundo
tornasse eterno o segundo
desta tarde plena em cor.
Pudesse embalar os dias
CRIAR BALANÇOS DE AMOR
sem reservas ou pudor
com toda a sua magia
Que falasse aos sentidos
com doçura e sutileza
COMPORIA COM CERTEZA
dos sentimentos vividos
A sinfonia exemplar:
a tua simples verdade
lições de humanidade
CANÇÕES PRA NINAR O MAR.
(Glosa de Destino dos Ventos, por Jorge Sales,
Barbosa Lima e Rubenio Marcelo, do CD A Arte Maior.
Glosa publicada ineditamente em www.jorgesales.com.br, em 2-IV-7)
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Glosa de Jorge Sales,
O Destino e os Ventos (Glosa)
ESTE TEU SORRISO LINDO
Eliane Guaraldo
ESTE TEU SORRISO LINDO
Que traduz tudo que é belo
traz a paz de Pirandello
Ao sentir: você vem vindo
Tua paz tão imanente
TORNA ESSE MAR MAIS INFINDO
Faz mais azul e bem vindo
Teu céu em mim, permanente.
E se se aproxima o dia
ESSE COQUETEL VENTO E MAR
Vem cheio de galhardia
Seduz-me mesmo ao distar
E mesmo se a agenda adia
NÃO ATENUA O AMAR.
-------------------------------------------
Origem: ESTE SEU SORRISO LINDO
TORNA ESTE MAR MAIS INFINDO
ESTE COQUETEL VENTO E MAR
NÃO ATENUA O AMAR
Glosa do poema "Voce, o Vento e o Mar",
Jorge Sales, do CD A Arte Maior de Rubenio Marcelo e Jorge Sales)
Eliane Guaraldo
ESTE TEU SORRISO LINDO
Que traduz tudo que é belo
traz a paz de Pirandello
Ao sentir: você vem vindo
Tua paz tão imanente
TORNA ESSE MAR MAIS INFINDO
Faz mais azul e bem vindo
Teu céu em mim, permanente.
E se se aproxima o dia
ESSE COQUETEL VENTO E MAR
Vem cheio de galhardia
Seduz-me mesmo ao distar
E mesmo se a agenda adia
NÃO ATENUA O AMAR.
-------------------------------------------
Origem: ESTE SEU SORRISO LINDO
TORNA ESTE MAR MAIS INFINDO
ESTE COQUETEL VENTO E MAR
NÃO ATENUA O AMAR
Glosa do poema "Voce, o Vento e o Mar",
Jorge Sales, do CD A Arte Maior de Rubenio Marcelo e Jorge Sales)
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Átimo do Encanto
Átimo do Encanto
Eliane Guaraldo
16-4-7
Na aurora havia, sim, canto de pássaro
Na palavra, era o tempo amalgamado
No calor do corpo, anseio emanado
No olhar havia brilho de encontro
Mãos meninas primas veras invertidos
No encontro algum mistério a decifrar
E o re-quadro de uma espera exemplar.
Desatenta e n'algum mapa roteado?
Ubliviat ,memória há guardado
Nada dado, mas tomado ao tempo há anos
Labirintos, o jardim de tanto encanto.
E floresce! talvez cedo ou atrasado
Salvo enganos, por havidos já "lontanos"
Livre em si, mas bem mais claro e sem mais mantos.
Eliane Guaraldo
16-4-7
Na aurora havia, sim, canto de pássaro
Na palavra, era o tempo amalgamado
No calor do corpo, anseio emanado
No olhar havia brilho de encontro
Mãos meninas primas veras invertidos
No encontro algum mistério a decifrar
E o re-quadro de uma espera exemplar.
Desatenta e n'algum mapa roteado?
Ubliviat ,memória há guardado
Nada dado, mas tomado ao tempo há anos
Labirintos, o jardim de tanto encanto.
E floresce! talvez cedo ou atrasado
Salvo enganos, por havidos já "lontanos"
Livre em si, mas bem mais claro e sem mais mantos.
Terra, Obra e Arte da Amizade (cordel em septilha, para Jorge Sales e Rubenio Marcelo)
Eliane Guaraldo
10-09-05
Eu venho aqui pra brindar
A esta grande amizade
Que é um forte cultivar
Das terras da lealdade
Eu me emociono ao achar
Tanto cordel de encantar
Que é poesia de verdade!
Estamos sempre em passagem
Em vida, vidas vivemos
Há que se ter a coragem
De aceitar o que nós temos
Tendo conosco esta imagem:
Certo arquiteto em viagem
Disse: "é mais, o que é menos"!
Fazer-se sempre melhor
Quanto mais se é aprendiz
É tornar o "Less is more"
Em principal diretriz
O arquiteto do Universo
Ensinou: não há reverso
Quando a humildade é o matiz.
Por isso é qu' isso me induz-
ver esta grande amizade
cada um com sua luz-
a descobrir u'a verdade:
não pode um bem valioso
ser maior nem mais honroso
que a vossa fraternidade!
Assim, (que) o irmão Rubenio
E o Jorge, doce poeta
estão no grande proscênio
teatro do mor Esteta:
a amizade por enredo
da história que é: O Segredo
do Bem Viver, como Meta!
10-09-05
Eu venho aqui pra brindar
A esta grande amizade
Que é um forte cultivar
Das terras da lealdade
Eu me emociono ao achar
Tanto cordel de encantar
Que é poesia de verdade!
Estamos sempre em passagem
Em vida, vidas vivemos
Há que se ter a coragem
De aceitar o que nós temos
Tendo conosco esta imagem:
Certo arquiteto em viagem
Disse: "é mais, o que é menos"!
Fazer-se sempre melhor
Quanto mais se é aprendiz
É tornar o "Less is more"
Em principal diretriz
O arquiteto do Universo
Ensinou: não há reverso
Quando a humildade é o matiz.
Por isso é qu' isso me induz-
ver esta grande amizade
cada um com sua luz-
a descobrir u'a verdade:
não pode um bem valioso
ser maior nem mais honroso
que a vossa fraternidade!
Assim, (que) o irmão Rubenio
E o Jorge, doce poeta
estão no grande proscênio
teatro do mor Esteta:
a amizade por enredo
da história que é: O Segredo
do Bem Viver, como Meta!
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Antidote for Pain/Antídoto da Dor
Antidote for pain
22-IV-07
Simply touch the stars
as they blow into your mouth
what you think and what you are
doesn't matter, forget salt.
Only know what things are
when I wanna go round
don't ask me if I'm happy
but let touch you the cold ground
........................
Antidoto da dor
22-IV-07
Simplesmente toque as estrelas
enquanto sopram em direção à sua boca
o que voce sente e o que é
não importa, esqueça o sal.
Sómente saiba o que as coisas são
quando eu quero sair
não me pergunte se estou feliz
mas deixe que lhe toque o frio chão.
22-IV-07
Simply touch the stars
as they blow into your mouth
what you think and what you are
doesn't matter, forget salt.
Only know what things are
when I wanna go round
don't ask me if I'm happy
but let touch you the cold ground
........................
Antidoto da dor
22-IV-07
Simplesmente toque as estrelas
enquanto sopram em direção à sua boca
o que voce sente e o que é
não importa, esqueça o sal.
Sómente saiba o que as coisas são
quando eu quero sair
não me pergunte se estou feliz
mas deixe que lhe toque o frio chão.
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Poesia Livre
Ao Soneto "Impuro"
(para Soneto Heterométrico, de Astenio)
Eliane Guaraldo 22-11-06
Nunca percas "sacrossanta emoção"
nunca pares pra pensar na rima e métrica
não te afines com a poesia volumétrica
não te encontrem a vaidade e a exaltação.
Deixa o toque da mais rara sensação
aquela que te eriça cada pelo
o poema conduzir e botar selo
e a palavra se tornar composição
Se a chama é a razão da arte poética
que não morra encamisada num reboque
mas que flua caudalosa e abundante.
Pois não importa o ritmado e a pura estética
que não devem ser razão mas o retoque
e que cheia de emoção a poesia cante.
Eliane Guaraldo 22-11-06
Nunca percas "sacrossanta emoção"
nunca pares pra pensar na rima e métrica
não te afines com a poesia volumétrica
não te encontrem a vaidade e a exaltação.
Deixa o toque da mais rara sensação
aquela que te eriça cada pelo
o poema conduzir e botar selo
e a palavra se tornar composição
Se a chama é a razão da arte poética
que não morra encamisada num reboque
mas que flua caudalosa e abundante.
Pois não importa o ritmado e a pura estética
que não devem ser razão mas o retoque
e que cheia de emoção a poesia cante.
Finito in Finito
Eliane Guaraldo
21-IV-07
O amor é infinito
Já o prazer em finito
(apenas questão de escolha?!)
O que tem mais qualidade?
O que tem mais de verdade?
Doar-se ou viver numa bolha?
Desde que o mundo é mundo
relógio marca segundo
primeiro que a vida não encolha
Eu peço venia maestro
o coração é ambi-destro
do livro não arranca folha.
21-IV-07
O amor é infinito
Já o prazer em finito
(apenas questão de escolha?!)
O que tem mais qualidade?
O que tem mais de verdade?
Doar-se ou viver numa bolha?
Desde que o mundo é mundo
relógio marca segundo
primeiro que a vida não encolha
Eu peço venia maestro
o coração é ambi-destro
do livro não arranca folha.
Quanto Nada me Tem
24-ii-07
Muitas estradas passam sob os meus pés
as vezes que as miro, e as vezes percebo
as vezes as tenho e as vezes repenso:
quanto o nada me vê.
Do vermelho de terra que preenche meus poros
e que deixo que corra nas veias, no sangue
penetram silêncios, se escrevem nos ventos
quando o nada me tem.
De mãos vazias, caminhos conduzo
que levam segredos pra dia oportuno
entregar ao universo desayuno de estrelas:
quanto nada eu tenho.
Muitas estradas passam sob os meus pés
as vezes que as miro, e as vezes percebo
as vezes as tenho e as vezes repenso:
quanto o nada me vê.
Do vermelho de terra que preenche meus poros
e que deixo que corra nas veias, no sangue
penetram silêncios, se escrevem nos ventos
quando o nada me tem.
De mãos vazias, caminhos conduzo
que levam segredos pra dia oportuno
entregar ao universo desayuno de estrelas:
quanto nada eu tenho.
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Poesia Livre,
Quanto Nada me Tem
SUAS PALAVRAS
Eliane Guaraldo
2-V-07
Na sua voz estavam fadas adormecidas
Na sua tez havia rugas mal dormidas
já cansadas de esperar algum sorriso
Mas havia algum sinal de exatitude
Na forma como proferia cada som
e na pausa, nos silencios infinitos.
Ofegando alguma nota só pensada
Desejei estar pra sempre do seu lado
e pra sempre em suas asas de palavras.
2-V-07
Na sua voz estavam fadas adormecidas
Na sua tez havia rugas mal dormidas
já cansadas de esperar algum sorriso
Mas havia algum sinal de exatitude
Na forma como proferia cada som
e na pausa, nos silencios infinitos.
Ofegando alguma nota só pensada
Desejei estar pra sempre do seu lado
e pra sempre em suas asas de palavras.
Cidade Azul
para Rogerinho Borges
13-ix-07
Quando te vi paisagens.
cidades e cores
seus ares voláteis
sorriso de lápis azul.
Aquarelas ricas do mundo
renderam-me à tua paz
(o que é que não faz
um mar azul...)
Janelas da cidade
e suas imagens ruidosas
deram-me rosas
de teu azul.
Meninas prosas
vidas de giz
palavras brasis:
matizes de azul.
Descobri neste dia
que vari-ações
formam as canções
desta terra azul.
E fiquei feliz.
para Rogerinho Borges
13-ix-07
Quando te vi paisagens.
cidades e cores
seus ares voláteis
sorriso de lápis azul.
Aquarelas ricas do mundo
renderam-me à tua paz
(o que é que não faz
um mar azul...)
Janelas da cidade
e suas imagens ruidosas
deram-me rosas
de teu azul.
Meninas prosas
vidas de giz
palavras brasis:
matizes de azul.
Descobri neste dia
que vari-ações
formam as canções
desta terra azul.
E fiquei feliz.
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