17 nov 17
Em meio ao meio revolto
aos vulcões do ódio e da ira
sem motivo algum
Em meio a palavra vã
desperdiçada ao vento
falta de discernimento
Em meio ao amor em vão
deixado escorrer pelos dedos
por orgulho e por medo
Em meio ao tempo perdido
leviana e friamente
descartado à nossa frente
Empilham-se destroços.
Não falo e mais não lastimo:
ao cabo e ao fim de tudo
ao cabo e ao fim de tudo
as coisas são o que são.
Só quero achar uma razão
se as lições não aprendidas
ainda assim o serão.
Quero ficar no meu canto
cantando ao coração
que um dia acordes, e vivas
verdade; não ilusão.
Só quero ficar no meu canto.
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