tudo é tão rápido e tão impreciso
tudo tão novo e ao mesmo tempo velho
que já não avalio o que eu preciso
no novo mundo no qual me espelho
tudo é tão grande e tão violento
tudo tão perto e ao mesmo tempo longe
ao meu alcance todo o conhecimento
para mim e ao mais recluso monge
tudo que é útil tem um quê de fútil
como se o vazio preenchesse o nada
pra dar a impressão de que sou inútil
e que a minha vida é que está errada
mas de nada vale tanta novidade
se o que eu preciso é amor e paz
o que eu busco é a felicidade
que a gente só acha se for capaz
se me deparo com uma pedra no caminho
eu dou a volta e ela não me atrapalha
se ficar pensando vou ficar doidinho
e eu não acho que a pedra isso valha
tudo tão novo e ao mesmo tempo velho
que já não avalio o que eu preciso
no novo mundo no qual me espelho
tudo é tão grande e tão violento
tudo tão perto e ao mesmo tempo longe
ao meu alcance todo o conhecimento
para mim e ao mais recluso monge
tudo que é útil tem um quê de fútil
como se o vazio preenchesse o nada
pra dar a impressão de que sou inútil
e que a minha vida é que está errada
mas de nada vale tanta novidade
se o que eu preciso é amor e paz
o que eu busco é a felicidade
que a gente só acha se for capaz
se me deparo com uma pedra no caminho
eu dou a volta e ela não me atrapalha
se ficar pensando vou ficar doidinho
e eu não acho que a pedra isso valha
3 comentários:
Os tempos estão hard, mesmo.
Hoje, a pedra de Drummond virou metros cúbicos de entulho.
A modernidade nos informa, ao mesmo tempo, nos desabilita.
Somos espectadores, quando o que queremos é Amor & Paz.
Poesia pura voltou, deixei dois textos lá, nesta data.
Abraço.
Ricardo Mainieri
Edimo, o que buscamos nos (en)farta sem que achemos o que nos falta...Gostei muito,sobretudo a 2.a, 4a e 6.a estrofes!
Meu aplauso
E as pedras continuam pedras e as gentes continuam gentes e os poetas... continuam poetas - para o bem das pedras e de toda gente!
Bj grd
Postar um comentário