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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Abalo de Estrutura

29-01-08
Choveu foram lágrimas
drenagem interrota -
o quê de sofrer?
.
Um fauno solitário
sua pan anestesia.
Quem eu?
.
Mas este tênue e longo fio de tempo esticado sobre tanto mundo
(tanto sentimento)
nada pergunta:
.
Tensionando os extremos
trabalha no limite
e provoca rupturas.
.
Não rui a estrutura.
Não desaba essa obra.
se não for eu a força?
.
Olhando de perto
ferro a descoberto
oxidação.
.
O sólido concreto
pelos veios de cal
derrama à exaustão.

2 comentários:

MARTHA THORMAN VON MADERS disse...

Nossa, estas poesias são suas? Adorei, vou voltar mais vezes para alimentar minha alma

Eliane Guaraldo disse...

Martha, Obrigada pela visita!
Abri este espaço para comunicar poesias minhas e a de outros poetas também. Você é muito bem vinda.
Espero que volte mais vezes...

Um grande abraço
Eliane