Quando o Poema
Eliane Guaraldo
15-01-06
Quando o poema sai do papel e toma forma
é que a forma foi mais forte que a palavra
e o sentimento descolou-se e, vida própria,
tomou o comando de nossa história.
Quando o poema toma forma e a forma é bruta
é que o sentido não se pode mais conter
e a palavra se quer faca, se quer credo,
e quer-se em ação irromper.
Mas quando o poema embala e é belo
como flor, cortejando a brisa em dança
cuidado! pode ser que ainda seduza
e se vá de forma mansa, como veio.
Espaço de Poesia,Arte e comunicação. A participação e a interação de leitores e colaboradores, enriquecendo temas e conteúdos, instigando reflexão, é desejável e estimulada. Eliane Guaraldo
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Dias de Amar ( Soneto)
Eliane Guaraldo 12-VI-07
Deste mar que me derrama eu hei vivido
a esperar por teu calor e tua chama
me envolves de marfim e de sentido
então sei que o teu corpo me reclama.
Nesses mares só se ama por inteiro
esses mares que invadem madrugada
as palavras restam mudas e os ponteiros
dos relógios já se contorcem por nada.
Eu te provo e então gozo os teus sabores
umedeces o meu solo em teus licores
nas nascentes que afloram de teu ser
E semeias dia-a-dia em teus suores
um desejo que renova as suas cores:
desemboca nos meus mares de viver.
Deste mar que me derrama eu hei vivido
a esperar por teu calor e tua chama
me envolves de marfim e de sentido
então sei que o teu corpo me reclama.
Nesses mares só se ama por inteiro
esses mares que invadem madrugada
as palavras restam mudas e os ponteiros
dos relógios já se contorcem por nada.
Eu te provo e então gozo os teus sabores
umedeces o meu solo em teus licores
nas nascentes que afloram de teu ser
E semeias dia-a-dia em teus suores
um desejo que renova as suas cores:
desemboca nos meus mares de viver.
As árvores nativas do Brasil (toada de Ernani Padilha)
As árvores nativas do Brasil
(toada alagoana)
A nossa mata nativa
nos cativa
com cenário exuberante
A beleza da floresta
não contesta
quem dela fica diante
Essa imagem tão bela
nos revela
a flora mais abundante
Com sua flor amarela
tão singela
se ornamenta o IPÊ
Seu quinhão de poesia
todo dia
deixando a nossa mercê
Sobressai na paisagem
a ramagem
parecendo um buquê .
Com sua densa folhagem
bela imagem
tem o nosso TARUMÃ
Também a PAINEIRA-ROSA
é vistosa
enfeitada com a lã
O seu porte altaneiro
o COQUEIRO
mostra em cada manhã
Na sombra do JUAZEIRO
o vaqueiro
se abriga no estio
Com ramagem verdejante
elegante
cresce a PEROBA-DO-RIO
Ficou o nosso passado
registrado
no lenho do PAU-BRASIL
O MARÔLO é encontrado
no cerrado
e também o MURICI
A PINÁ é fina e alta
e não falta
pra nos dar o açaí
MARI-MARI tem ainda
e tão linda
como ela nunca vi
Com a beleza infinda
que nos brinda
tem a ESPONJA também
Quando a vejo em setembro
eu me lembro
da mulher que quero bem
Porque na sua florada
é lembrada
a fragrância que ela tem
EMBAÚVA delicada
é olhada
por quem quer apreciar
CAJURÚ fica silente
no poente
como olhando para o mar
Se vê o JOÃO-DORMINDO
que é lindo
mesmo antes de acordar
Na estrada estava indo
e sorrindo
vi a UVA aparecer
Ela é muito pequena
e serena
mas sombra sabe fazer
Tem uma beleza rara
e tão clara
que nem preciso dizer
Vendo uma ACARIQUARA
se repara
no seu porte elegante
O seu tronco não enverga
e o enxerga
mesmo quem está distante
Mostrando sua textura
na altura
ela posa deslumbrante
Com a sua estrutura
configura
o frondoso ESPINHEIRO
no espinho e na flor
o amor
quando pleno e verdadeiro
No banhado ou no barranco
veste branco
na florada de janeiro
Vendo um ANGICO-BRANCO
eu estanco
diante da natureza
Não existe quem alcance
num relance
toda a sua beleza quando na tela celeste
ele investe
com as cores da pureza
Quando no tronco reveste
inconteste
sua grinalda de flores
na CASTANHA-DE-MACACO
eu destaco
seus encantos e primores
Até não sendo encontrado
decorado
tem no seu ramo verdores
MULUNGU é visitado
já florado
pelas aves do lugar
Em suas flores vermelhas
as abelhas
também ficam a rodar Acho que brancas e pretas
borboletas
não deixam de o visitar
No Brasil tem PAU-CAIXETAS,
VIOLETAS,
CURANAS, ERVAS, COPAIS,
POJÓS, LIXAS, MUCURIS,
BURITIS,
MOREIRAS,TAPIS, DEDAIS,
TREVOS, MOINAS, FAVELEIRAS,
AROEIRAS,
e ainda tem muitas mais...
(toada alagoana)
A nossa mata nativa
nos cativa
com cenário exuberante
A beleza da floresta
não contesta
quem dela fica diante
Essa imagem tão bela
nos revela
a flora mais abundante
Com sua flor amarela
tão singela
se ornamenta o IPÊ
Seu quinhão de poesia
todo dia
deixando a nossa mercê
Sobressai na paisagem
a ramagem
parecendo um buquê .
Com sua densa folhagem
bela imagem
tem o nosso TARUMÃ
Também a PAINEIRA-ROSA
é vistosa
enfeitada com a lã
O seu porte altaneiro
o COQUEIRO
mostra em cada manhã
Na sombra do JUAZEIRO
o vaqueiro
se abriga no estio
Com ramagem verdejante
elegante
cresce a PEROBA-DO-RIO
Ficou o nosso passado
registrado
no lenho do PAU-BRASIL
O MARÔLO é encontrado
no cerrado
e também o MURICI
A PINÁ é fina e alta
e não falta
pra nos dar o açaí
MARI-MARI tem ainda
e tão linda
como ela nunca vi
Com a beleza infinda
que nos brinda
tem a ESPONJA também
Quando a vejo em setembro
eu me lembro
da mulher que quero bem
Porque na sua florada
é lembrada
a fragrância que ela tem
EMBAÚVA delicada
é olhada
por quem quer apreciar
CAJURÚ fica silente
no poente
como olhando para o mar
Se vê o JOÃO-DORMINDO
que é lindo
mesmo antes de acordar
Na estrada estava indo
e sorrindo
vi a UVA aparecer
Ela é muito pequena
e serena
mas sombra sabe fazer
Tem uma beleza rara
e tão clara
que nem preciso dizer
Vendo uma ACARIQUARA
se repara
no seu porte elegante
O seu tronco não enverga
e o enxerga
mesmo quem está distante
Mostrando sua textura
na altura
ela posa deslumbrante
Com a sua estrutura
configura
o frondoso ESPINHEIRO
no espinho e na flor
o amor
quando pleno e verdadeiro
No banhado ou no barranco
veste branco
na florada de janeiro
Vendo um ANGICO-BRANCO
eu estanco
diante da natureza
Não existe quem alcance
num relance
toda a sua beleza quando na tela celeste
ele investe
com as cores da pureza
Quando no tronco reveste
inconteste
sua grinalda de flores
na CASTANHA-DE-MACACO
eu destaco
seus encantos e primores
Até não sendo encontrado
decorado
tem no seu ramo verdores
MULUNGU é visitado
já florado
pelas aves do lugar
Em suas flores vermelhas
as abelhas
também ficam a rodar Acho que brancas e pretas
borboletas
não deixam de o visitar
No Brasil tem PAU-CAIXETAS,
VIOLETAS,
CURANAS, ERVAS, COPAIS,
POJÓS, LIXAS, MUCURIS,
BURITIS,
MOREIRAS,TAPIS, DEDAIS,
TREVOS, MOINAS, FAVELEIRAS,
AROEIRAS,
e ainda tem muitas mais...
Marcadores:
As Árvores Nativas do Brasil (Ernani Padilha),
Cordel
Local:
Brasil
Desperta
Eliane Guaraldo
13 IV 07
Desperta, meu amor
que a noite já passou
desperta e vem encontrar minhas mãos
que o sol já nasce
Não pensa mais no passado
há nele névoa - e tanta!
escuta-me e fala agora
e que agora revivamos
Aperta-me em teu coração
que o tempo pára- e abraços
sussurros, agora de amor
acaba-se o medo e a dor.
Desperta, meu amor
das tuas palestras com os anjos
o sol já nos atravessa a pele
e eu te fito docemente.
E quando os oceanos chegarem
que lavem nossos contornos
fita-me infinita mente
que agora é que é pra sempre.
13 IV 07
Desperta, meu amor
que a noite já passou
desperta e vem encontrar minhas mãos
que o sol já nasce
Não pensa mais no passado
há nele névoa - e tanta!
escuta-me e fala agora
e que agora revivamos
Aperta-me em teu coração
que o tempo pára- e abraços
sussurros, agora de amor
acaba-se o medo e a dor.
Desperta, meu amor
das tuas palestras com os anjos
o sol já nos atravessa a pele
e eu te fito docemente.
E quando os oceanos chegarem
que lavem nossos contornos
fita-me infinita mente
que agora é que é pra sempre.
Ciganas (inspirado em Vida, de Astenio)
Ciganas
(inspirado em Vida, de Astenio C Fernandes, em 16-IV-7)
Mulheres que levam segredos
guardando revelações
espelhos da nossa história
o mundo todo em suas mãos
Memoriais de Akasha
o sentimento do mundo
os avatares e amores
todo porvir num segundo
Em pequenas, frágeis palmas
registro de humanidades
a contemplação da alma
e o que se quer de verdades. I
ntrincadas, cálidas estradas
Do pulso ao seu coração
levam, se infiltram de nós
nossas historias se mesclam
Quiçá um dia nos possam
em desvelo sempre imenso
fazer brotá-las no ato
da lágrima sobre um lenço.
(inspirado em Vida, de Astenio C Fernandes, em 16-IV-7)
Mulheres que levam segredos
guardando revelações
espelhos da nossa história
o mundo todo em suas mãos
Memoriais de Akasha
o sentimento do mundo
os avatares e amores
todo porvir num segundo
Em pequenas, frágeis palmas
registro de humanidades
a contemplação da alma
e o que se quer de verdades. I
ntrincadas, cálidas estradas
Do pulso ao seu coração
levam, se infiltram de nós
nossas historias se mesclam
Quiçá um dia nos possam
em desvelo sempre imenso
fazer brotá-las no ato
da lágrima sobre um lenço.
O DESTINO E OS VENTOS (Glosa)
Eliane Guaraldo
2 IV 7
PUDESSE O VENTO COMPOR
nas suas voltas no mundo
tornasse eterno o segundo
desta tarde plena em cor.
Pudesse embalar os dias
CRIAR BALANÇOS DE AMOR
sem reservas ou pudor
com toda a sua magia
Que falasse aos sentidos
com doçura e sutileza
COMPORIA COM CERTEZA
dos sentimentos vividos
A sinfonia exemplar:
a tua simples verdade
lições de humanidade
CANÇÕES PRA NINAR O MAR.
(Glosa de Destino dos Ventos, por Jorge Sales,
Barbosa Lima e Rubenio Marcelo, do CD A Arte Maior.
Glosa publicada ineditamente em www.jorgesales.com.br, em 2-IV-7)
2 IV 7
PUDESSE O VENTO COMPOR
nas suas voltas no mundo
tornasse eterno o segundo
desta tarde plena em cor.
Pudesse embalar os dias
CRIAR BALANÇOS DE AMOR
sem reservas ou pudor
com toda a sua magia
Que falasse aos sentidos
com doçura e sutileza
COMPORIA COM CERTEZA
dos sentimentos vividos
A sinfonia exemplar:
a tua simples verdade
lições de humanidade
CANÇÕES PRA NINAR O MAR.
(Glosa de Destino dos Ventos, por Jorge Sales,
Barbosa Lima e Rubenio Marcelo, do CD A Arte Maior.
Glosa publicada ineditamente em www.jorgesales.com.br, em 2-IV-7)
Marcadores:
Glosa de Jorge Sales,
O Destino e os Ventos (Glosa)
ESTE TEU SORRISO LINDO
Eliane Guaraldo
ESTE TEU SORRISO LINDO
Que traduz tudo que é belo
traz a paz de Pirandello
Ao sentir: você vem vindo
Tua paz tão imanente
TORNA ESSE MAR MAIS INFINDO
Faz mais azul e bem vindo
Teu céu em mim, permanente.
E se se aproxima o dia
ESSE COQUETEL VENTO E MAR
Vem cheio de galhardia
Seduz-me mesmo ao distar
E mesmo se a agenda adia
NÃO ATENUA O AMAR.
-------------------------------------------
Origem: ESTE SEU SORRISO LINDO
TORNA ESTE MAR MAIS INFINDO
ESTE COQUETEL VENTO E MAR
NÃO ATENUA O AMAR
Glosa do poema "Voce, o Vento e o Mar",
Jorge Sales, do CD A Arte Maior de Rubenio Marcelo e Jorge Sales)
Eliane Guaraldo
ESTE TEU SORRISO LINDO
Que traduz tudo que é belo
traz a paz de Pirandello
Ao sentir: você vem vindo
Tua paz tão imanente
TORNA ESSE MAR MAIS INFINDO
Faz mais azul e bem vindo
Teu céu em mim, permanente.
E se se aproxima o dia
ESSE COQUETEL VENTO E MAR
Vem cheio de galhardia
Seduz-me mesmo ao distar
E mesmo se a agenda adia
NÃO ATENUA O AMAR.
-------------------------------------------
Origem: ESTE SEU SORRISO LINDO
TORNA ESTE MAR MAIS INFINDO
ESTE COQUETEL VENTO E MAR
NÃO ATENUA O AMAR
Glosa do poema "Voce, o Vento e o Mar",
Jorge Sales, do CD A Arte Maior de Rubenio Marcelo e Jorge Sales)
Marcadores:
Este Teu Sorriso Lindo (Glosa),
Glosa de Jorge Sales
Átimo do Encanto
Átimo do Encanto
Eliane Guaraldo
16-4-7
Na aurora havia, sim, canto de pássaro
Na palavra, era o tempo amalgamado
No calor do corpo, anseio emanado
No olhar havia brilho de encontro
Mãos meninas primas veras invertidos
No encontro algum mistério a decifrar
E o re-quadro de uma espera exemplar.
Desatenta e n'algum mapa roteado?
Ubliviat ,memória há guardado
Nada dado, mas tomado ao tempo há anos
Labirintos, o jardim de tanto encanto.
E floresce! talvez cedo ou atrasado
Salvo enganos, por havidos já "lontanos"
Livre em si, mas bem mais claro e sem mais mantos.
Eliane Guaraldo
16-4-7
Na aurora havia, sim, canto de pássaro
Na palavra, era o tempo amalgamado
No calor do corpo, anseio emanado
No olhar havia brilho de encontro
Mãos meninas primas veras invertidos
No encontro algum mistério a decifrar
E o re-quadro de uma espera exemplar.
Desatenta e n'algum mapa roteado?
Ubliviat ,memória há guardado
Nada dado, mas tomado ao tempo há anos
Labirintos, o jardim de tanto encanto.
E floresce! talvez cedo ou atrasado
Salvo enganos, por havidos já "lontanos"
Livre em si, mas bem mais claro e sem mais mantos.
Terra, Obra e Arte da Amizade (cordel em septilha, para Jorge Sales e Rubenio Marcelo)
Eliane Guaraldo
10-09-05
Eu venho aqui pra brindar
A esta grande amizade
Que é um forte cultivar
Das terras da lealdade
Eu me emociono ao achar
Tanto cordel de encantar
Que é poesia de verdade!
Estamos sempre em passagem
Em vida, vidas vivemos
Há que se ter a coragem
De aceitar o que nós temos
Tendo conosco esta imagem:
Certo arquiteto em viagem
Disse: "é mais, o que é menos"!
Fazer-se sempre melhor
Quanto mais se é aprendiz
É tornar o "Less is more"
Em principal diretriz
O arquiteto do Universo
Ensinou: não há reverso
Quando a humildade é o matiz.
Por isso é qu' isso me induz-
ver esta grande amizade
cada um com sua luz-
a descobrir u'a verdade:
não pode um bem valioso
ser maior nem mais honroso
que a vossa fraternidade!
Assim, (que) o irmão Rubenio
E o Jorge, doce poeta
estão no grande proscênio
teatro do mor Esteta:
a amizade por enredo
da história que é: O Segredo
do Bem Viver, como Meta!
10-09-05
Eu venho aqui pra brindar
A esta grande amizade
Que é um forte cultivar
Das terras da lealdade
Eu me emociono ao achar
Tanto cordel de encantar
Que é poesia de verdade!
Estamos sempre em passagem
Em vida, vidas vivemos
Há que se ter a coragem
De aceitar o que nós temos
Tendo conosco esta imagem:
Certo arquiteto em viagem
Disse: "é mais, o que é menos"!
Fazer-se sempre melhor
Quanto mais se é aprendiz
É tornar o "Less is more"
Em principal diretriz
O arquiteto do Universo
Ensinou: não há reverso
Quando a humildade é o matiz.
Por isso é qu' isso me induz-
ver esta grande amizade
cada um com sua luz-
a descobrir u'a verdade:
não pode um bem valioso
ser maior nem mais honroso
que a vossa fraternidade!
Assim, (que) o irmão Rubenio
E o Jorge, doce poeta
estão no grande proscênio
teatro do mor Esteta:
a amizade por enredo
da história que é: O Segredo
do Bem Viver, como Meta!
Marcadores:
Cordel,
Terra Obra e Arte da Amizade
Antidote for Pain/Antídoto da Dor
Antidote for pain
22-IV-07
Simply touch the stars
as they blow into your mouth
what you think and what you are
doesn't matter, forget salt.
Only know what things are
when I wanna go round
don't ask me if I'm happy
but let touch you the cold ground
........................
Antidoto da dor
22-IV-07
Simplesmente toque as estrelas
enquanto sopram em direção à sua boca
o que voce sente e o que é
não importa, esqueça o sal.
Sómente saiba o que as coisas são
quando eu quero sair
não me pergunte se estou feliz
mas deixe que lhe toque o frio chão.
22-IV-07
Simply touch the stars
as they blow into your mouth
what you think and what you are
doesn't matter, forget salt.
Only know what things are
when I wanna go round
don't ask me if I'm happy
but let touch you the cold ground
........................
Antidoto da dor
22-IV-07
Simplesmente toque as estrelas
enquanto sopram em direção à sua boca
o que voce sente e o que é
não importa, esqueça o sal.
Sómente saiba o que as coisas são
quando eu quero sair
não me pergunte se estou feliz
mas deixe que lhe toque o frio chão.
Marcadores:
Antidote for Pain/Antídoto da Dor,
Poesia Livre
Ao Soneto "Impuro"
(para Soneto Heterométrico, de Astenio)
Eliane Guaraldo 22-11-06
Nunca percas "sacrossanta emoção"
nunca pares pra pensar na rima e métrica
não te afines com a poesia volumétrica
não te encontrem a vaidade e a exaltação.
Deixa o toque da mais rara sensação
aquela que te eriça cada pelo
o poema conduzir e botar selo
e a palavra se tornar composição
Se a chama é a razão da arte poética
que não morra encamisada num reboque
mas que flua caudalosa e abundante.
Pois não importa o ritmado e a pura estética
que não devem ser razão mas o retoque
e que cheia de emoção a poesia cante.
Eliane Guaraldo 22-11-06
Nunca percas "sacrossanta emoção"
nunca pares pra pensar na rima e métrica
não te afines com a poesia volumétrica
não te encontrem a vaidade e a exaltação.
Deixa o toque da mais rara sensação
aquela que te eriça cada pelo
o poema conduzir e botar selo
e a palavra se tornar composição
Se a chama é a razão da arte poética
que não morra encamisada num reboque
mas que flua caudalosa e abundante.
Pois não importa o ritmado e a pura estética
que não devem ser razão mas o retoque
e que cheia de emoção a poesia cante.
Finito in Finito
Eliane Guaraldo
21-IV-07
O amor é infinito
Já o prazer em finito
(apenas questão de escolha?!)
O que tem mais qualidade?
O que tem mais de verdade?
Doar-se ou viver numa bolha?
Desde que o mundo é mundo
relógio marca segundo
primeiro que a vida não encolha
Eu peço venia maestro
o coração é ambi-destro
do livro não arranca folha.
21-IV-07
O amor é infinito
Já o prazer em finito
(apenas questão de escolha?!)
O que tem mais qualidade?
O que tem mais de verdade?
Doar-se ou viver numa bolha?
Desde que o mundo é mundo
relógio marca segundo
primeiro que a vida não encolha
Eu peço venia maestro
o coração é ambi-destro
do livro não arranca folha.
Quanto Nada me Tem
24-ii-07
Muitas estradas passam sob os meus pés
as vezes que as miro, e as vezes percebo
as vezes as tenho e as vezes repenso:
quanto o nada me vê.
Do vermelho de terra que preenche meus poros
e que deixo que corra nas veias, no sangue
penetram silêncios, se escrevem nos ventos
quando o nada me tem.
De mãos vazias, caminhos conduzo
que levam segredos pra dia oportuno
entregar ao universo desayuno de estrelas:
quanto nada eu tenho.
Muitas estradas passam sob os meus pés
as vezes que as miro, e as vezes percebo
as vezes as tenho e as vezes repenso:
quanto o nada me vê.
Do vermelho de terra que preenche meus poros
e que deixo que corra nas veias, no sangue
penetram silêncios, se escrevem nos ventos
quando o nada me tem.
De mãos vazias, caminhos conduzo
que levam segredos pra dia oportuno
entregar ao universo desayuno de estrelas:
quanto nada eu tenho.
Marcadores:
Poesia Livre,
Quanto Nada me Tem
SUAS PALAVRAS
Eliane Guaraldo
2-V-07
Na sua voz estavam fadas adormecidas
Na sua tez havia rugas mal dormidas
já cansadas de esperar algum sorriso
Mas havia algum sinal de exatitude
Na forma como proferia cada som
e na pausa, nos silencios infinitos.
Ofegando alguma nota só pensada
Desejei estar pra sempre do seu lado
e pra sempre em suas asas de palavras.
2-V-07
Na sua voz estavam fadas adormecidas
Na sua tez havia rugas mal dormidas
já cansadas de esperar algum sorriso
Mas havia algum sinal de exatitude
Na forma como proferia cada som
e na pausa, nos silencios infinitos.
Ofegando alguma nota só pensada
Desejei estar pra sempre do seu lado
e pra sempre em suas asas de palavras.
Cidade Azul
para Rogerinho Borges
13-ix-07
Quando te vi paisagens.
cidades e cores
seus ares voláteis
sorriso de lápis azul.
Aquarelas ricas do mundo
renderam-me à tua paz
(o que é que não faz
um mar azul...)
Janelas da cidade
e suas imagens ruidosas
deram-me rosas
de teu azul.
Meninas prosas
vidas de giz
palavras brasis:
matizes de azul.
Descobri neste dia
que vari-ações
formam as canções
desta terra azul.
E fiquei feliz.
para Rogerinho Borges
13-ix-07
Quando te vi paisagens.
cidades e cores
seus ares voláteis
sorriso de lápis azul.
Aquarelas ricas do mundo
renderam-me à tua paz
(o que é que não faz
um mar azul...)
Janelas da cidade
e suas imagens ruidosas
deram-me rosas
de teu azul.
Meninas prosas
vidas de giz
palavras brasis:
matizes de azul.
Descobri neste dia
que vari-ações
formam as canções
desta terra azul.
E fiquei feliz.
terça-feira, 28 de agosto de 2007
Bom dia, amor
Eliane Guaraldo
18 IV 07
Todas as mesmas manhãs ansiosas
sob astros de energia esperada
fustigado céu, pleno de densidades.
Nos caíres de tardes solares
fustigados seres, tanta densidade
contagem regressiva da terra.
Todos os dias e mais um
todos e mais este
estarei aqui,
neste ponto do Universo
Todas as vidas possiveis que tivesse
e mais alguma
estaria sempre aqui,
nesta freqüência
Próximo te tenho,
há vida e caminho tanto
ou num dialeto conhecido:
Bom dia, amor.
Eliane Guaraldo
18 IV 07
Todas as mesmas manhãs ansiosas
sob astros de energia esperada
fustigado céu, pleno de densidades.
Nos caíres de tardes solares
fustigados seres, tanta densidade
contagem regressiva da terra.
Todos os dias e mais um
todos e mais este
estarei aqui,
neste ponto do Universo
Todas as vidas possiveis que tivesse
e mais alguma
estaria sempre aqui,
nesta freqüência
Próximo te tenho,
há vida e caminho tanto
ou num dialeto conhecido:
Bom dia, amor.
Foi você quem inventou
27-viii-07
Foi você quem inventou
a poesia mais bela
que meu coração tocou
foi voce quem numa reta
pintou curvas qual esteta
inspirando o Criador.
Depois foi que veio a prosa
poesia cheirava a rosa
E rosa exalava amor.
Depois foi que veio o mar
que nasceu do verbo a-mar
e dele ganhou a cor.
E veio a praia e a seresta
e a natureza em festa
fez de ti o seu cantor.
inspirado em Menino Sonhador, de Jorge Sales; (http://www.jorgesales.com.br/)
Marcadores:
Foi Você queM Inventou,
Jorge Sales,
Poesia Livre
Procura-seEliane Guaraldo
25-Aprile-07
Procura-se voce
que longe fala ao ouvido.
Procura-se voce
que mora em outra galáxia.
(Procura-se o nome desta galáxia).
Procura-se o que está perdido
e se busca todo instante
Procura-se, em meio aos rostos a face
e em meio às máscaras a expressão.
(qual mesmo o nome desta constelação?)
Procura-se o tesão
e o sal do sanduíche
a torneira vazando, aberta
pelos poros deste chão.
E enquanto ressonas perfeito
Procura-se um qualquer jeito
de encontrar tua porta
e adentrar o coração.
25-Aprile-07
Procura-se voce
que longe fala ao ouvido.
Procura-se voce
que mora em outra galáxia.
(Procura-se o nome desta galáxia).
Procura-se o que está perdido
e se busca todo instante
Procura-se, em meio aos rostos a face
e em meio às máscaras a expressão.
(qual mesmo o nome desta constelação?)
Procura-se o tesão
e o sal do sanduíche
a torneira vazando, aberta
pelos poros deste chão.
E enquanto ressonas perfeito
Procura-se um qualquer jeito
de encontrar tua porta
e adentrar o coração.
Doppia Veduta
Eliane Guaraldo
30-Luglio-07
Nuvem diáfana como o tenho visto
D o p p i a V e d u t a
despido de sorrisos de jornal diário
Desvendo sonhos - eu não sou sonhos.
Despisto um "todo dia" previsível
risível, que não satisfaz.
nuvens são fantasia real
o que está ao meu redor.
Não vendo - ofereço lhe mostro
Dou, encosto, aposto, gosto do que vejo
o que sinto na face e - pior
na tua verdade de imagem
indumentada de realidade.
Eliane Guaraldo
30-Luglio-07
Nuvem diáfana como o tenho visto
D o p p i a V e d u t a
despido de sorrisos de jornal diário
Desvendo sonhos - eu não sou sonhos.
Despisto um "todo dia" previsível
risível, que não satisfaz.
nuvens são fantasia real
o que está ao meu redor.
Não vendo - ofereço lhe mostro
Dou, encosto, aposto, gosto do que vejo
o que sinto na face e - pior
na tua verdade de imagem
indumentada de realidade.
Assinar:
Postagens (Atom)